O bairro Jardim Luiza 2, que já completou sete anos, foi pavimentado em 2006 conforme previa o contrato com o loteador responsável. Os moradores comemoraram o fim do barro e da poeira, mas agora eles têm outra preocupação: a falta de sinalização nas ruas. Faltam placas aéreas indicando “Pare” e setas de sentido de direção. A pintura de solo não existe. Os motoristas também não sabem qual o limite de velocidade que podem atingir na principal avenida do bairro, a José Lopes Ribeiro.
Quem mora no Luiza tenta se organizar por conta própria: escolhe o local onde parar, define a própria velocidade e trafega nos dois sentidos sempre. No ano passado, em julho, um acidente causado pela falta de sinalização envolvendo duas motos resultou em uma morte. Os moradores estão inseguros e acreditam que não são apenas os motoristas que podem ter problemas com a falta de sinalização.“No bairro, existem inúmeras crianças que, especialmente neste período de férias, estão brincando nas ruas.
É perigoso”, disse Ricardo Barsanulfo, 27, morador há dois anos no Luiza.
A preocupação de Ricardo é compartilhada por outros moradores que afirmam haver um constante tráfego de caminhões, por conta das recentes construções, e dos ônibus coletivos, que transitam pela avenida e algumas ruas do bairro. “Os motoristas de ônibus e caminhões até param quando chegam próximo à avenida, mas quem não conhece o bairro dirige de qualquer jeito, freia em cima da hora. Virou terra de ninguém isso”, disse Barsanulfo.
Informado sobre a reclamação dos moradores, o secretário de Governo, Odair Tristão, responsável pelo setor de trânsito, disse que desconhecia a falta de sinalização no Luiza 2. Para ele, faltava no bairro apenas a pintura do solo. Ele avaliou a situação como “séria” e disse que será resolvida com agilidade, mas não respondeu objetivamente quando perguntado sobre um prazo. “Os moradores podem ficar sossegados que estamos atentos à questão”.
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A falta de sinalização não é restrita ao Jardim Luiza (veja mais no intertítulo) e o próprio secretário admite o problema. Por conta disso, a Prefeitura já havia contratado uma empresa que será responsável apenas por esse tipo de serviço. Tristão adiantou que foram adquiridas ao menos 750 placas e postes de sinalização.
OS NOVOS
O Jardim Luiza 2 não é o único a preocupar os motoristas. Loteamentos recentes e que já receberam o asfalto passaram a ter trânsito fluente, mas falta de sinalização. O Jardim Moema é um deles. Apesar de não ter casas construídas, o bairro se transformou no principal acesso para quem dirige do Santa Adélia sentido à Nova Franca, e vice-versa.
O percurso, utilizado constantemente pela chefe de planejamento Rosângela Elaine Silva, 43, transformou-se em verdadeiro desafio. Segundo ela, a situação preocupa. “Não há sinal de pare, lombadas, indicação de velocidade e, à noite, é ainda pior, porque falta iluminação”.
O secretário de Governo disse que a prioridade, no momento, é sinalizar as avenidas que estão recebendo recapeamento, mas ele afirma que, paralelamente aos serviços nas avenidas, a Prefeitura “quer tirar o atraso e atender aos bairros também”.
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