Franca e 26 cidades da região sofrem novo ‘apagão telefônico’


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Mais de 600 mil pessoas moradoras em Franca e 25 cidades da região atendidas pela CTBC (Companhia de Telecomunicações do Brasil Central), ficaram sem comunicação na manhã de ontem. Cortes em três cabos de fibra ótica - instalados na Rodovia Cândido Portinari, saída para Restinga, e em dois pontos distintos no Distrito Industrial -causaram um “apagão telefônico” entre as 5 horas e 9h30. Ligações interurbanas foram totalmente interrompidas. Em algumas regiões, as ligações locais e de celulares foram afetadas parcialmente. O acesso à internet também não foi possível. A ação, idêntica à que aconteceu em maio do ano passado, colocou a empresa em alerta. O problema foi detectado às 5h15. As equipes do centro de operações da CTBC saíram a campo para localizar as tubulações e reparar os danos. Às 9h30, já funcionava boa parte das ligações locais e de celulares. Às 10 horas, a empresa havia conseguido restabelecer a conexão com a internet e, ao meio-dia, praticamente todos os serviços estavam disponíveis aos usuários. Luiz Felippe de Abreu, diretor regional da CTBC, trabalha com a suspeita de que alguém que conhece o sistema, e sabe o tipo de prejuízo que causaria à empresa, foi o responsável pela ação, considerada por ele como “vandalismo cirúrgico”. Para chegar à caixa que protege os fios, os autores utilizaram equipamentos específicos para retirar uma tampa com grande espessura de concreto e lâmina própria para cortar os fios. “Um leigo sabe onde passam os fios aéreos. Mas, neste caso, os cabos são enterrados”. As investigações da ação dos vândalos realizada no ano passado não chegaram aos autores, mas, de acordo com o gerente regional, a CTBC trabalha com alguns suspeitos cujos nomes foram revelados à polícia. O delegado Márcio Murari, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), está responsável pelo caso. Segundo ele, as investigações estão direcionadas. Ele descarta, a princípio, uma ação criminosa. “Trabalhamos com a hipótese de vandalismo por pessoas que conhecem o sistema e tem pleno conhecimento do resultado que o corte iria gerar”. Os efeitos do “apagão” ainda não foram calculados pela empresa. “Precisamos de um a dois dias para ter idéia do prejuízo. Mas, na nossa avaliação, os usuários foram os maiores prejudicados”, disse Felippe. RESSARCIMENTO Para os usuários que tiveram algum problema financeiro decorrente da pane no sistema da CTBC, existe a possibilidade do ressarcimento de danos. De acordo com o advogado Denilson de Carvalho, especialista em Direito do Consumidor, independente da culpa (se foi por vandalismo, chuva ou qualquer outro fator), a empresa é responsável pelos danos. No entanto, é preciso comprovar os prejuízos. “A pessoa deve guardar documentos que comprovem, por exemplo, os negócios que deixaram de ser efetivados. Num segundo momento, ela pode ingressar na Justiça e ser indenizada”. Já a CTBC deve entrar com ação regressiva e cobrar do autor dos danos os eventuais prejuízos advindos dos processos judiciais.

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