Férias fazem crescer procura pelo seguro residencial


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O período de férias, quando viagens e o longo tempo fora de casa são mais comuns, tem feito aumentar a procura por seguros residenciais nas corretoras de Franca. Segundo empresas consultadas, entre dezembro e fevereiro o número de contratos aumenta, em média, 30%. Apólices contra os mais diversos motivos são celebradas, inclusive contra raios e incêndios. Mas os mais comuns são os contratos contra furto e roubo, já que o medo de deixar os imóveis vazios durante uma viagem é o que parece engrossar a fila dos segurados. Na Corretora de Seguros Viotto, por exemplo, a partir de dezembro, um novo cliente surge a cada semana. “Em outros meses, a empresa atende duas pessoas por semana. Atualmente são três. E a tendência é que este número se mantenha até o fim das férias”, disse a auxiliar técnica de seguro Damaris Dartbale, 30. A Framafre também tem comemorado as boas vendas neste período. “Tivemos até de contratar uma nova funcionária para darmos conta da demanda. Cerca de 13 pessoas por mês nos procuram todos os meses nesta época; antes eram dez”, disse o diretor da empresa, Pedro Luís de Freitas. A Seguros Ceris, que fecha cerca de quatro contratos por semana, tem atendido até dez clientes nas últimas semanas. “Este período é o pico de contratos que fechamos até o fim do Carnaval. A prioridade é segurar os bens, para não ter piores notícias, mais tarde”, disse a diretora da corretora, Ceris Lene, 43. Na prática, a correria por uma apólice de seguro residencial tem sua justificativa. Apesar de não ter dados fechados para furtos e roubos em casas, entre dezembro a fevereiro, a média de 500 furtos e 50 roubos durante todo o ano se mantém. “Mas a espécie dos crimes muda”, explica o delegado da Polícia Civil, Marcelo Rodrigues. Segundo ele, é durante o período de férias que o número de furtos de carros, por exemplo, diminui, substituído pelas invasões domiciliares. SEGURE TUDO A apólice é uma proteção que garante a recuperação dos prejuízos causados aos imóveis e, principalmente, para assegurar a reposição de bens roubados ou danificados durante a ação de criminosos. Mas os crimes não são as únicas razões que motivam a contratação de um seguro. Há ainda a preocupação com pequenos incidentes domésticos, como aparelhos elétricos em curto e vazamentos, que podem surpreender os moradores na volta para casa, ou intempéries, incluindo a incidência de raios. “O cliente escolhe as diferentes possibilidades de cobertura dos serviços agregados e dos preços”, disse Damaris. O custo de um seguro residencial varia conforme o valor do imóvel e de acordo com os itens de proteção que o cliente escolher. Antes, no entanto, é preciso estar atento às cláusulas do contrato e, claro, escolher o serviço que melhor atenda às suas necessidades. “Quem não quer dor de cabeça tem que ter paciência de ler o contrato e adquirir apenas o que é necessário”, explica o gerente de contas do Banco do Brasil, Vicente Ortiz.

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