Bebê de 1 ano e 9 meses é espancado e queimado pelo próprio padrasto


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Um caso de violência extrema chocou a cidade de Capetinga (MG). Um lavrador de 17 anos espancou brutalmente a própria enteada, de apenas um ano e nove meses. A criança foi queimada, mordida e teve o braço esquerdo quebrado. Corre o risco de perder os movimentos do membro atingido. A mãe teria tentado esconder as agressões para proteger o companheiro. O caso foi descoberto e a pequena vítima levada para o hospital. O adolescente foi detido e liberado em seguida. Revoltada, a população se armou com paus e pedras e tentou linchá-lo. Na confusão, sobrou até para o pai do agressor, que teve o maxilar quebrado. Com medo de novas agressões, o casal e familiares deixaram a cidade. CHS, 17, e KCS, 25, mantêm um relacionamento há cerca de um ano. Apesar de não morarem juntos, eles não se separam e estão sempre na casa da mulher, situada num conjunto de casas populares conhecido como “Coabinha”. Foi no interior do imóvel de apenas três cômodos que a pequena KMS, 1, foi vítima dos maus tratos do padrasto. “Desde o fim do ano passado, vínhamos recebendo denúncias de que ele estava agredindo a criança. Inclusive, enviamos ofício ao Ministério Público pedindo o afastamento do agressor da casa. Na quinta-feira, fomos até lá e a mãe não quis nos atender. Insistimos e ela disse que levaria a menina ao médico”, contou a conselheira Valdirene Avelar Rodrigues. [FOTO2] Após receber a visita da conselheira, KCS trancou a casa e desapareceu com os quatro filhos. Na sexta-feira, 11, após intensa procura, inclusive na zona rural, os conselheiros encontraram a mulher com as crianças na casa de familiares. “Foi quando nos deparamos com esta triste situação. A menina estava muito machucada e não havia recebido nenhum tipo de atendimento. De acordo com o laudo, ela havia sido agredida há dois dias”. A menina foi retirada da mãe e levada para o hospital de Capetinga. Estava com hematomas na face, braço esquerdo quebrado, possivelmente uma mordida na orelha esquerda, sinais de queimadura no peito e lesões na cabeça. Devido à gravidade do caso, os médicos decidiram transferi-la para a Santa Casa de Passos (MG). Ela foi operada para reconstrução do cotovelo. Recebeu alta ontem e está sob os cuidados da avó materna. Segundo laudo assinado pelo ortopedista Talmo de Melo Freire, é provável que fique com seqüelas e tenha os movimentos do braço comprometidos. A Polícia acredita que o agressor estava sob efeito de drogas e espancou a menina ao vê-la chorando. Logo após tomar conhecimento das agressões, o Conselho Tutelar comunicou o fato à Polícia Militar. A equipe do cabo Esteves fez buscas e conseguiu localizar o menor perto da casa dele. Foi detido e levado para a sede da PM. Mesmo com a gravidade do crime cometido e da revolta popular, foi liberado. Na segunda-feira, um bando formado por mais de 30 pessoas tentou linchá-lo. Escapou por pouco da morte. Nota da redação: O Comércio da Franca é proibido por lei de divulgar nomes de menores infratores. Pela gravidade e seriedade desse caso, o jornal entende que deveria publicar os nomes do envolvido, mas esbarra nas limitações das leis brasileiras que protegem até um homem de 17 anos que espanca brutalmente uma criança de um ano e nove meses.

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