Embora ocupe a 21ª posição no número de habitantes no Estado de São Paulo, Franca fica à frente de grandes municípios quando o assunto é a criação de empregos. Entre janeiro e novembro de 2007, a cidade abriu mais de 10 mil vagas e ocupou a décima colocação na lista das que mais contrataram. Franca deixou para trás Ribeirão Preto (11ª colocada), Sorocaba (12ª), Piracicaba (13ª) e Bauru (16ª).
Os dados são do Ministério do Trabalho, e tem como base as contratações com carteira assinada no período. O total de 2007, no entando, deve ser bem menor, já que dezembro é tradicionalmente o mês em que ocorrem mais demissões no setor calçadista.
Setores como o comércio e serviços impulsionaram a diversificação do emprego na cidade. Juntos abriram 2,5 mil vagas em 11 meses. Mas foi a indústria de transformação, formada principalmente pelas calçadistas, a principal responsável pela colocação de Franca. Sozinha, gerou 7,8 mil postos de trabalho, um aumento de 47% em comparação ao mesmo período de 2006.
Jamil José Leonardi, gerente regional do trabalho em Franca, disse que os números do Caged apenas confirmam a avaliação que o Ministério do Trabalho faz ao longo dos anos. Segundo ele, entre janeiro e novembro, há um grande volume de trabalhadores empregados, especialmente na indústria de calçados. “Isso é uma tendência que se confirma a cada ano. Os números do Caged são sempre positivos nesse período (janeiro a novembro)”.
O prefeito Sidnei Rocha (PSDB), que ontem estava em São Paulo visitando a 35ª Couromoda, recebeu com entusiasmo o resultado. “É uma ótima notícia para nossa cidade e está dentro daquilo que tenho falado, de que precisamos ser mais otimistas, acreditar mais. Franca é a cidade que produz o melhor calçado do Brasil, precisa investir nisso”.
Para o prefeito, a boa colocação da cidade no ranking de emprego mostra que houve uma reação positiva do mercado nacional frente aos manufaturados. “O manufaturado é sensível as variações econômicas, é o primeiro setor que sente quando você tem problemas. Portanto, o setor, no nosso caso a fabricação de calçados, teve uma rápida reação”.
ADAPTAÇÕES AO MERCADO
O bom resultado que Franca alcançou na criação de empregos, segundo especialistas, se deve às adaptações pelas indústrias quanto à variação cambial e ao crescimento dos negócios no mercado interno. “Quem se adaptou ao câmbio flutuante, apostou no mercado interno, vendeu bem e empregou mais”, disse o economista Luís Carlos dos Santos.
De acordo com ele, a tendência da cidade, neste ano, é superar 2007 nos negócios e na criação de vagas. “Os empresários estão otimistas. Se não vier nenhuma mudança ‘bomba’ na economia, o ano será muito bom para Franca, em todos os setores”.
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