Represa do Castelinho ficará vazia pelo menos até março


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Foto de arquivo mostra máquina retirando terra da represa: obras só em março
Foto de arquivo mostra máquina retirando terra da represa: obras só em março
Quatro meses após o término da retirada da terra necessária para o desassoreamento da represa do Castelinho, ela continua vazia. O motivo é a elaboração da segunda parte do projeto, que agora prevê a construção de caixas de contensão de areia, o que evitaria novo assoreamento provocado por enxurradas que chegam à represa através do Córrego do Espraiado. O valor da segunda fase das obras ainda não está definido. Além das caixas de areia, estão sendo estudadas ainda a melhora das comportas laterais e aplicação de um extravasor de águas, que seria instalado no centro da represa. Tal extravasor, mal comparando, seria como o ralo de uma banheira, que regula a saída da água de acordo com a necessidade. As obras, que ainda estão sendo estudadas pela equipe de engenheiros da Prefeitura sob a coordenação do engenheiro Mateus Dutra, só poderão ser realizadas após a temporada de chuvas, que se encerra em março. “Este estudo já está sendo realizado e mostra que serão necessárias obras de construção civil na represa”, diz Ismar Tavares, secretário de Meio Ambiente e Serviços Municipais. A intenção é que a represa tenha apenas entre 30% e 40% do volume total de água que comporta, para que o restante segure o volume das chuvas, vindas principalmente do Córrego Espraiado. A primeira etapa do projeto, em que já foram gastos R$ 650 mil, foi iniciada no dia 30 de maio, com a abertura das comportas para esvaziar a represa e a retirada dos resíduos do fundo do lago. Por cerca de 150 dias, oito a dez caminhões retiraram 140 mil metros cúbicos de terra da represa para que ela voltasse a ter a profundidade inicial, de cinco metros. Para se ter uma idéia da quantidade de terra retirada, durante o período de cinco meses, cerca de 93 viagens foram feitas diariamente pelos caminhões. O material retirado foi utilizado para a contenção de voçorocas e parte dele ainda está no clube Castelinho. A retirada de terra foi necessária devido ao acúmulo de resíduos dos bairros vizinhos e do Córrego doEspraiado, que desemboca no local, que fez com que a profundidade da represa passasse de cinco para um metro e meio. INVASÃO NA AVENIDA As chuvas do início de 2007, que deixaram a cidade em situação de calamidade pública, fize- ram com que um grande volume de água da represa invadisse a Avenida Miguel Sábio de Mello e inundasse parte das instalações do Castelinho, como parque infantil, quadras de esportes e os jardins. Após o caso, a Prefeitura, o clube e o Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo) firmaram um acordo para resolver o problema.

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