Poeira, lama e buracos atormentam os ‘sem-asfalto’


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Os moradores dos sete bairros sem asfalto de Franca convivem com a poeira o dia todo. E quando chove, com a lama. Em meio a tantas dificuldades, eles improvisam com restos de materiais de construção. Tijolos quebrados, pedras e restos de muros. Vale de tudo para tapar os buracos na rua e criar o próprio asfalto. Nesses locais, pessoas como a recepcionista Rosemere Cavalcante, uma das moradoras mais antigas do Jardim Esmeralda, espera ansiosa pela melhoria. “Faz dez anos que vivo aqui. Ver as ruas todas do bairro asfaltadas ainda é um grande sonho”. A situação não é diferente para a dona de casa Suely Viana Ramos. Ela é mãe de quatro filhos, espera pelo quinto, e convive diariamente com a poeira no Ana Dorothéa. “É um tormento. Meus filhos vivem com bronquite alérgica, não sei mais o que faço”, disse. Até mesmo a nova geração reclama das condições de vida. “Aqui (no Esmeralda) não tem lugar para jogar bola, em alguns lugares falta iluminação na rua, a poeira é grande e quando chove carro nenhum passa”, disse o estudante Íkaro Kaique Santos, 12.

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