Outros três vereadores foram citados como adeptos da divisão de salários, não para si próprios, mas entre dois ou mais assessores. O objetivo seria multiplicar o raio de ação com os salários pagos pela Câmara sem precisar mexer no bolso.
O caso mais marcante foi de Jepy Pereira (PSDB). Ele reconheceu, em junho do ano passado, diante do promotor de Justiça Paulo Borges e para a reportagem da Difusora, que dividia o ordenado do assessor oficial com um “paralelo”. Repreendido por Borges, tentou, sem sucesso, oficializar a irregularidade. Propôs um projeto de lei para a contratação de até três auxiliares com o salário de R$ 1,9 mil disponibilizado pela Câmara. Não deu.
O curioso é que nem o Conselho de Ética nem o Ministério Público adotaram medidas punitivas contra o tucano, que, depois do episódio, dispensou um dos assessores. Contudo, a irregularidade, que continuava passível de punição, foi esquecida. “Eu só conheço o que está no processo (...) não tem nada, nenhum indício”, disse o presidente do conselho, Valter Gomes (PSB).
Um dos outros dois “suspeitos” é o próprio Gomes. Seu ex-assessor, Sebastião Turqueti, disse que foi dispensado porque o vereador queria colocar, em seu lugar, quatro pessoas para trabalhar em sua campanha à reeleição, em outubro.
Por fim, houve rumores em relação a Donizete da Farmácia (PMN). Ele, como Jepy, teria dois assessores dividindo salário entre eles. Donizete negou e, como não foram encontradas provas, o assunto foi esquecido.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.