Francanos são presos com 50 cápsulas de cocaína no estômago


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Dois moradores de Franca foram presos em Corumbá, 463 quilômetros a oeste de Campo Grande (MS), após engolirem 50 cápsulas de cocaína. Alessandro Borges Alves, 34, e Luciano Figueiredo da Silva, 29, haviam ingerido 25 unidades cada um. Eles compraram a droga na Bolívia e alegaram que pretendiam revender na cidade. Ambos estão sob custódia da Polícia Federal e vão responder por tráfico internacional. A dupla estava no interior de um ônibus que seguia de Puerto Suarez (cidade boliviana que faz fronteira com Corumbá e fica distante 1,1 mil km de Franca) para o Rio de Janeiro. O local é visado pela polícia por ser um conhecido corredor usado por “barrigueiros”, pessoas que recebem dinheiro para engolir cocaína, normalmente embaladas em luvas cirúrgicas, e levá-la até o destino. Foi justamente numa operação do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) que Alessandro e Luciano foram descobertos. Indagados sobre o que estavam fazendo naquela região, não souberam explicar. “Ficaram nervosos e apresentaram contradições em suas versões. Como já estamos acostumados com situações do tipo, desconfiamos que poderiam ser barrigueiros e o conduzimos para o exame de raio-x”, contou o cabo Silva Alencar, responsável pelo setor de comunicação do DOF. Os dois foram levados ao Hospital de Caridade de Corumbá, onde os exames comprovaram que haviam engolido drogas. Luciano permanece internado. “Ele ainda não conseguiu expelir as cápsulas. É possível, inclusive, que seja operado. Tão logo receba alta, também será levado para a cadeia. Eles vão responder por tráfico internacional de drogas”, afirmou o delegado Guilherme de Castro Almeida, da Polícia Federal. Em depoimento ao órgão, em Corumbá, Alessandro admitiu ter adquirido as cápsulas em Puerto Quijaro, na Bolívia, de onde a traria até Franca. Segundo a polícia, os acusados informaram que pagaram US$ 1 mil pela cocaína e que cada cápsula seria comercializada por até US$ 60 dólares. Alessandro é morador da Vila Formosa, enquanto Luciano reside na Vila São Sebastião. Não havia denúncias de tráfico de drogas contra a dupla em Franca. A Polícia Civil acredita que eles estivessem agindo como “mulas” - receberiam uma quantia apenas para fazer o transporte - e vai tentar descobrir para quem entregariam as drogas. Casos de francanos engolindo cápsulas para transportar drogas são mais comuns do que se imagina. Muitos não são descobertos, mas há aqueles que se dão mal, a exemplo do instrutor de auto-escola Rodrigo Ferreira, preso ao desembarcar em Madri, na Espanha, em fevereiro de 2000, com 880 gramas de cocaína no estômago, distribuídos em 88 cápsulas. Foi condenado a cinco anos de prisão. Em agosto de 2004, o detento Cléber Aparecido Ferreira morreu na Santa Casa de Franca. Ele havia sido internado com dores no estômago após ingerir porções de maconha que estavam embrulhadas em sacos plásticos. A vítima estava na cadeia e tentou se desfazer da droga antes de uma revista da polícia.

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