Filhos caçulas de uma família de cinco irmãos, o estudante Juliano de Castro Silva e o ator Júlio Castro, 19, possuem uma grande afinidade: são fãs de anime (desenhos japoneses), dublagem e adoram as canções do Oriente. Irmãos gêmeos, além do mesmo gosto cultural, a sintonia entre os dois também já proporcionou momentos bem inusitados. “Por diversas vezes eu estava cantando, no pensamento, uma música e, de repente, do nada, o meu irmão gêmeo continuava a canção em voz alta”, disse Júlio.
Os univitelinos, gêmeos idênticos, mantêm uma relação bem próxima um com o outro. Mas será que essa interligação entre estilos de vida, pensamentos e idéias acontece com todos os gêmeos? Segundo a psicóloga Cláudia Cristina Palamoni, não. Para ela, embora sejam biologicamente iguais, todos possuem personalidades diferentes. “Cada ser humano tem o seu jeito de se relacionar com as situações do cotidiano. E são essas situações que influenciam diretamente na construção da personalidade”.
Embora não haja números oficiais e específicos para Franca, estima-se que 0,5% a 0,8% dos 500 nascimentos mensais registrados nos três hospitais da cidade sejam casos de gêmeos idênticos. No ano passado, nasceram pelo menos 13 gêmeos no Hospital Regional.
Os outros dois da cidade, Unimed/São Joaquim e Santa Casa, não souberam informar quantos nascimentos deste tipo ocorreram.
O bom relacionamento de Juliano e Júlio também se estende aos irmãos mais velhos deles. “O fato deles terem mais experiência de vida nos ajuda muito. Mas, mesmo assim, na hora de contar segredos ou compartilhar algum momento, o primeiro a saber é o meu irmão gêmeo”, disse Juliano. Mas esta sintonia encontrada nos irmãos Castro nem sempre ocorre por aí.
Embora sejam muito parecidas fisicamente, a secretária Débora dos Santos Ferreira e a balconista Cláudia dos Santos Ferreira, 25, possuem gostos bem diferentes. Iguais mesmo, só a data de aniversário. “Enquanto eu adoro sertanejo, a Cláudia prefere pagode. Nos vestimos de forma completamente opostas e temos, também, gostos bem particulares. Apesar disso, cada uma respeita a outra e nos damos muito bem”, disse Débora.
A psicóloga aprova o comportamento das irmãs. “Saber lidar e respeitar as diferenças de cada um é uma das melhores qualidades que podem ser encontradas em uma relação”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.