Os jornais do começo da semana deram-nos tema ligado ao vice-presidente da República, o político mineiro Sr. José de Alencar, eleito duas vezes para a companhia de Lula, nas funções de substituto legal do presidente. Homem de ideais cívicos ligados à política, embora velho industrial de sua terra, comportou-se na vida pública em posição de relevo junto ao presidente, em símbolo, sempre atendendo à imprensa com cordialidade, simplicidade e competência, em todos os graves problemas, sempre pronto a informar os jornalistas quando se debatiam casos graves.
No País, José de Alencar, embora de aparência saudável, sofria de moléstia muito grave. E os jornalistas, brasileiros, que acompanham a batalha todas as vezes em que, medicado, deixava o hospital, sempre eram atendidos em suas funções. O Estadão, na edição do dia 7 p.p., registrou esta pequena nota: “Na saída do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde esteve internado por três dias para as sessões de quimioterapia, ele admitiu que seu estado de saúde é grave. Rezem por mim. O negócio está feio...”
Vice - Presidente, José de Alencar acompanha o movimento político, a partir de Brasília, com muita atenção. Procura enfrentar um velho câncer, a cada dois meses, com golpes de quimioterapia. Nem essa situação o aborrece nem impede de, sempre sorridente, atender os repórteres. Agora, toda a imprensa comenta a queda da CPMF, que abalou Lula, e o levou a descumprir a palavra oficial de que “não aumentaria os impostos se isso ocorresse”. Descumprida, vieram dois aumentos. “Pacote é remendo”, diz Alencar.
Continuando sua conversa, Alencar disse não querer fazer crítica, mas que a perda de 40 bilhões com a CPMF abalou o governo. Os remendos a que se referia foram o aumento de 0,88 do percentual em todos os casos de Operações Financeiras, e o reajuste de 9% para 15% sobre a alíquota da Contribuição Social sobre os lucros líquidos.
José de Alencar, o Vice-Presidente da República, enfrenta um câncer teimoso. Já idoso, fala sobre os problemas do País com conhecimento de causa e diz que a confusão administrativa do Planalto é um “pacote de remendos”, à espera de uma grande reforma. E sorri. Ao ler suas declarações e seu comportamento, sua bonhomia e suas opniões, cabe-nos efetuar o registro da presença de um homem público digno de admiração. E, provavelmente temendo as decisões finais de Providência, podemos dizer: “Alencar, um político e um exemplo”! Exemplo para os mini-políticos que infestam o País.
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