Mambrini alega em defesa que emprestou dinheiro a assessora


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Marcelo Mambrini é acusado de dividir salário de ex-assessora
Marcelo Mambrini é acusado de dividir salário de ex-assessora
Termina dia 17, quinta-feira, o prazo dado pela Comissão de Ética da Câmara de Franca ao vereador Marcelo Mambrini (PMN) para que ele se defenda da acusação de ter obrigado uma ex-assessora a dividir os vencimentos com o parlamentar durante mais de um ano em que durou o vínculo entre os dois. Mensalmente, Lara Cristina Rodrigues, conforme depôs ao Ministério Público, repassava a metade do que recebia ao chefe, perto de R$ 800. A divisão seria meio a meio sobre o salário líquido (R$ 1,6 mil) da funcionária. A depender da Câmara são praticamente nulas as chances de que o caso se encerre na Comissão de Ética. O mais provável é que seja montada a comissão processante que apontará pela instauração do processo de cassação do vereador. No final de dezembro, o MP recebeu a peça mais importante até agora na investigação que já vinha sendo feita havia mais de um mês. Uma gravação em vídeo mostra a assessora dentro do gabinete de Mambrini, retirando da bolsa e entregando ao vereador R$ 650; outros R$ 150, conforme é possível ouvir, seriam entregues depois. Quando se apresentar à Comissão de Ética, o ex-sargento da Polícia Militar deve alegar o que adiantou ao Comércio durante a semana, depois de 10 dias de silêncio. O dinheiro, segundo ele, é parte do pagamento de um empréstimo que teria feito à assessora, embora não haja nenhum comprovante ou recibo de que tenha realmente emprestado qualquer quantia à moça ou à sua família, como afirmou Mambrini. No depoimento que deu ao jornal na última terça-feira, por telefone, Marcelo Mambrini queixou-se particularmente da imprensa, que em sua opinião já o cassou sem nem mesmo haver qualquer condenação contra ele. Parafraseando Jânio Quadros, que atribuiu sua renúncia à Presidência da República em 1961 a “forças ocultas” do Congresso, Mambrini não acusou nominalmente ninguém, mas acredita que a execução e arquitetura do plano da assessora tiveram a participação de outras pessoas, notadamente de dois servidores da Câmara Municipal que, como se expressou, “querem ver sua caveira”. Além destes, duas outras pessoas, nesse caso colegas de bancada, com o orgulho ferido desde que Mambrini assumiu a presidência da casa no início de 2006, teriam, segundo o vereador, motivos para vê-lo longe do Legislativo. “É lógico que se trata de uma armação contra mim, porque durante minha presidência eu atingi os servidores em alguns de seus interesses, como o corte de horas extras. Por outro lado, acabei tirando dois nomes que eram certos da disputa pela presidência. Esses vereadores, que eu não vou declinar os nomes aqui, não se conformaram com o Mambrini presidente”, disse. O Comércio apurou que seriam o atual presidente, Joaquim Pereira Ribeiro (PSB), e Luiz Carlos Fernandes (PSDB). Na tese que será apresentada em sua defesa, o parlamentar alegará que não há indício algum na fita que sustente a acusação contra ele.

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