Vídeo apresentado à Justiça é precário


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As imagens contidas na gravação do vídeo em posse da Justiça e da Polícia, que o Comércio teve acesso, não incriminam de forma efetiva o vereador Marcelo Mambrini. Com pouco mais de quatro minutos de duração, mostra a assessora Lara Rodrigues a partir de um ângulo ascendente, indicando que o equipamento foi colocado no chão ou em alguma gaveta. Depois que a assessora, aparentemente mexendo em alguns papéis, deixa o campo de visão da lente, a imagem fica totalmente escura. O vereador Mambrini não aparece em nenhum momento no vídeo. Após dois minutos de gravação, o áudio fica mais precário, mas é possível ouvir a ex-assessora dizendo: “Mambrini, pega esses R$ 650 agora e depois te dou os outros R$ 150. É que tenho umas ‘continha’ (sic) para pagar”. Não há qualquer citação no diálogo sobre a origem do pagamento. Em seguida, o parlamentar diz “tudo bem”. Logo depois pede para ela ligar para alguém chamado “Reinaldinho” (Reinaldo Corrêa Borges, radialista e web designer). Neste momento, com a tela ainda escura, escuta-se a voz de uma terceira pessoa. É o vereador Silas Cuba (PT), também ouvido pelo Ministério Público.

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