Se o preço em reais está alto, a cotação da saca de café em dólares está ainda mais valorizada. O principal motivo, apontam especialistas, é o cenário externo. Segundo dados da Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas), a cotação registrada em dezembro, de US$ 146 a saca, é a mais alta desde fevereiro de 1998, quando o produto estava em US$ 213.
O alto valor lá fora, no entanto, não anima o setor aqui dentro. “O Brasil vem mantendo pelo menos 30% do mercado mundial.
O fato é que, como todo produto passível de ser exportado, a questão cambial está complicando bastante. De maneira geral, todas as commodities agrícolas têm subido suas cotações em dólares, mas como a moeda americana tem se desvalorizado, esse aumento não significa muito”, comenta o gerente de comercialização da Cocapec, Anselmo Magno de Paula, que ressalta que 80% do café da Cocapec é destinado à exportação.
Futuro
E a quebra de safra pode comprometer as exportações. Dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) apontam que haverá uma queda de 4% nas vendas de 2008 na comparação com o ano passado, quando o País mandou para o exterior 28 milhões de sacas do produto. O motivo é que o segmento daria preferência para o mercado interno, principalmente por causa da desvalorização do dólar. “Com a moeda nesse patamar, não compensa”.
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