Na prevenção à gravidez indesejada, a pílula do dia seguinte é uma das principais armas usadas pelas mulheres, mas os médicos recomendam cuidado no uso deste tipo de contraceptivo. Ela é semelhante a uma pílula comum, só que com maior concentração de hormônios sintéticos que provocam efeitos semelhantes aos da progesterona. A diferença é que a pílula do dia seguinte foi concebida para oferecer em apenas duas unidades a dose de hormônio que antes era obtida com oito, dez e até 12 comprimidos, com uma série de efeitos colaterais.
Roberto Salomão, médico ginecologista, diz que o uso do medicamento não pode ser rotineiro, pois trata-se de um contraceptivo de emergência indicado principalmente, em casos de estupro e de falha no método convencional.
Fornecida gratuitamente desde fevereiro de 2005 pelo Ministério da Saúde, a pílula do dia seguinte deve ser tomada até 72 horas após o ato sexual.
A pílula causa, entre outras reações, uma esfoliação do útero, dificultando a fixação de um eventual óvulo fecundado. Já quando tomada nas primeiras 48 horas, também pode agir impedindo a ovulação, evitando que o espermatozóide chegue ao óvulo e alterando os movimentos tubários, o que dificulta o avanço do óvulo.
A Igreja Católica é contra o uso por considerar o método abortivo, mas, para o Ministério, o medicamento não tem efeito se a mulher já estiver grávida. “O método evita a gravidez após o sexo desprotegido, mas não deve ser usado com freqüência, pois mexe com os hormônios femininos”, explicou o ginecologista.
Entre os efeitos colaterais estão náusea, vômito, dor de cabeça e irregularidade no ciclo menstrual da paciente.
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