CT da Francana era para formar atletas de beisebol


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Goleiro Branco, apelidado de "Xuxa" em Atibaia, coloca luvas
Goleiro Branco, apelidado de "Xuxa" em Atibaia, coloca luvas
Em 1993, a família Nakazawa estava em Atibaia e tinha uma dúvida: montar um centro de treinamento de beisebol ou futebol. A cidade, distante 50 km de São Paulo e 20 km de Bragança Paulista, tem tradição no esporte do taco e bola, principalmente devido à presença da colônia japonesa. Um dos filhos dos Nakazawa, Eduardo, era jogador do esporte muito difundido no Japão, América do Norte e alguns países da América Latina. Por isso, esta tradição pesou na hora de decidir qual negócio montar. Mesmo assim a definição foi tomada levando em conta a paixão brasileira pelo futebol. Na época, a decidiu foi aproveitar o entusiasmo da região com o título paulista do Bragantino, conquistado em 1990. Não só isso. Na terra natal, o Japão, o futebol também ganhava espaço. A presença do jogador Zico no país aumentou o interesse do Japão pelo esporte da bola nos pés. Em 1993 também foi criada a JLeague, a entidade responsável pelo campeonato nacional japonês e iniciou os primeiros passos da profissionalização do futebol. Foi a chance dos Nakazawa montar um intercâmbio entre Japão e Brasil. Posteriormente, também mantiveram contato com jogadores coreanos, para ensinar futebol. Estava, então, montado o Centro Esportivo e Educacional em um sítio de sete alqueires e distante cerca de oito quilômetros de Atibaia. É neste local que a Francana passou dez dias em sua pré-temporada para disputar o Paulista da Série A-3 deste ano. Em 2007, o time alviverde esteve ao menos em duas outras oportunidades no CT, devido à proximidade com São Paulo e à seqüência de jogos que teria naquela região. “Conheço o Wantuil (Rodrigues, técnico da Francana) há dez anos. Foi a partir do Cruzeiro, com o intercâmbio de atletas estrangeiros”, lembrou Eduardo Nakazawa, que mora no CT e é o responsável pelo local. Ele comentou que muitos jogadores já passaram pela escolinha do centro de treinamento. Rubinho, hoje na Francana, permaneceu por lá durante dois anos. Há exemplos de atletas que se tornaram jogadores profissionais no Japão, em times como o Kashima Antlers, um dos principais do País.

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