Polícia corta mordomias em resposta à tentativa de fuga


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Após cortar barras de ferro do xadrez 16, presos tentaram escapar do pátio interno usando uma corda feita de pano: não conseguiram fugir e ficarão sem visitas e “jumbo” no fim de semana
Após cortar barras de ferro do xadrez 16, presos tentaram escapar do pátio interno usando uma corda feita de pano: não conseguiram fugir e ficarão sem visitas e “jumbo” no fim de semana
O fim de semana será de castigo novamente na cadeia do Jardim Guanabara. Tudo por conta de outra tentativa de fuga registrada na madrugada de ontem. Detentos serraram grades e conseguiram chegar ao pátio. Mais uma vez, a ação dos carcereiros evitou que os marginais ganhassem as ruas. Foi o primeiro incidente no presídio este ano. A direção reagiu cortando as visitas de todos os presos. Os ocupantes da cela que apresentou o problema serão penalizados com mais rigor. O aparente clima de tranqüilidade no cadeião foi quebrado às 4h30. Carcereiros em plantão na guarita ouviram barulhos vindos dos pavilhões onde ficam as celas e notaram que havia movimento de pessoas no local. Os detentos do xadrez 16 haviam serrado as grades da cela e a do corredor de acesso ao pátio. Com uma corda feita de pano, pretendiam chegar às marquises sobre o pátio. Depois, era só descer as escadas, caminhar uns dez metros e pular o muro. Não houve tempo. Os carcereiros deram tiros de alerta e frustraram os planos dos fujões. Com a recepção nada calorosa, os presos voltaram correndo para a cela e trataram de se abrigar dos disparos. O xadrez, onde ficam 17 homens, passou por reparos durante a tarde e não precisou ser interditado. Em função da tentativa de fuga, a Polícia Civil voltou a ocupar a cadeia e anunciou uma punição coletiva a todos os 418 detentos. “Nenhum preso receberá visitas no próximo domingo. Para os detentos da cela 16, a suspensão vai durar um mês. Eles também não vão receber o jumbo (sacolas com alimento) neste sábado e tiveram a TV, rádios e o fogão recolhidos”, disse o delegado Wanir José da Silveira Júnior, que responde interinamente pela direção da cadeia durante as férias do titular, Eduardo Lopes Bonfim. Ao anunciar as sanções, o policial deu um recado a todos os presos: se voltarem a aprontar, serão punidos com medidas ainda mais duras. Transferência para penitenciárias - onde o regime disciplinar rigoroso e a distância da família são agravantes - é uma das conseqüências. Tentativas de fuga têm se tornado uma rotina na cadeia do Guanabara. No ano passado, foram 11 casos diferentes. Em apenas uma delas - registrada em abril -os presos obtiveram êxito. Seis conseguiram escapar na oportunidade. A última tentativa aconteceu no dia 21 de dezembro, quando a polícia descobriu um plano liderado por três detentos, que seria colocado em prática na véspera do Natal. Eles foram levados às pressas para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto. “Tentar fugir é um direito dos presos, mas estamos prontos para coibir qualquer ação do tipo. Responderemos com a força necessária e não aliviaremos nas punições”, finalizou Wanir.

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