O Ministério Público de Franca está aguardando para os próximos dias o depoimento de uma testemunha para o outro caso envolvendo um vereador acusado de supostamente exigir a divisão do salário de uma assessora. Márcia Pessoni trabalhou com Nirley de Souza (DEM) durante quase dois anos. Após algum tempo, conforme seu depoimento ao MP, foi obrigada pelo vereador a financiar, com prestações mensais de R$ 300, um carro modelo Gol, ano 1990, que serviria para o irmão do parlamentar, Carlos de Souza.
Márcia foi demitida no início do ano passado, segundo ela, por se recusar continuar pagando as mensalidades do veículo. Nirley de Souza negou as acusações, afirmando desconhecer qualquer contrato que o ligasse a sua assessora.
Márcia, por sua vez, disse ao Ministério Público que o vereador seria o avalista do financiamento do referido veículo. Se tal fato se confirmar, assim como se for provado que o carro que a ex-assessora pagava é mesmo o carro do irmão de Nirley, a tese de defesa do vereador fica em situação delicada. Ele pode ir para o mesmo caminho que Mambrini e parar na Comissão de Ética da Câmara. A documentação que supostamente provaria o aval do financiamento do veículo e seu proprietário deve estar disponível para consulta do MP nos próximos dias.
O promotor Paulo Borges preferiu não se pronunciar sobre as investigações. Na enquete do jornal, Nirley de Souza foi o único entrevistado a declarar que não sabe de votaria pela cassação do colega.
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