De olho no eleitorado, cassação é bandeira de probidade


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As opiniões dos vereadores ouvidos pelo Comércio não destoaram em nada. Todos os que disseram votar pela cassação de Marcelo Mambrini caso a Comissão de Ética da Câmara conclua pela sua responsabilidade e quebra do decoro parlamentar acrescentaram comentários pró-limpeza do Legislativo de Franca às suas falas. Apenas um dos entrevistados disse que não é cassando um integrante que será automaticamente instaurado um ar de probidade dentro da casa. Para esse parlamentar, Mambrini deve responder pelos atos que cometeu. Mesmo declarando que votaria pela cassação, o vereador questionou os motivos que não levam outros colegas ao mesmo julgamento. “Não há denúncias sobre o Nirley? O Jepy (José Eurípedes Pereira) também não cometia irregularidades? Por que até agora não deu nada, não avançou? Eu acho que a lei que vale para um, deve valer para todos. Penso que probidade começa por aí”. Com mais ou menos ressalvas, todas sobre a remota possibilidade de Marcelo Mambrini conseguir provar que o dinheiro era realmente para pagamento de uma dívida e não da divisão do salário (“pedágio”, como é chamado pelo MP), os vereadores parecem ter adiantado a posição que tomarão quando chegar o momento de definir o futuro político do ex-sargento da PM. “Não estou aqui para passar a mão na cabeça de ninguém. Estou andando por aí e tendo que ouvir as pessoas perguntando como vai ficar essa situação. Tenho que dar satisfação por onde passo”, disse um dos parlamentares ouvidos pela reportagem.

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