Considero o extremo profissionalismo com que realizam o trabalho que lhes compete, mas tenho ressalvas: acho uma falta de respeito o fato da redação se utilizar de imagens sensacionalistas e insensíveis para atingir a atenção do público. A reportagem sobre o caso do garoto Willian, vítima de um acidente na estrada para Claraval foi, para mim, a gota d’água. Conheço a família e tenho acompanhado o sofrimento deles. Admiro-os pelas atitudes de amor e respeito ao próximo. Entretanto, em um momento de dor como o que passam, é falta de respeito solicitar que respondam a perguntas do tipo: ‘Como se sentem?’ ou coisas parecidas. Da mesma forma, pedir para que segurem a foto do filho morto e posem para o jornal, é ridículo. Paciência... Gostaria que após essa crítica vocês pensassem mais na dor das famílias vítimas de acidentes e um pouco menos em chamar a atenção. E também gostaria que publicassem essa carta, pois vocês só publicam comentários bons, em favor de vocês. Espero uma melhora, pois admiro muito o trabalho de vocês. Sei elogiar quando é preciso, mas também sei criticar!
Melissa Costa Martins
é leitora do Comércio da Franca
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NOTA DA REDAÇÃO — A missão básica de um jornal é informar. Ficamos penalizados, nos preocupamos, mas não podemos recuar em nossa missão de informar. Negar isso é negar a essência da atividade jornalística. O Comércio voltou ao assunto da morte do jovem Willian da Silva Vogado em função da decisão digna da família em doar todos os órgãos do acidentado e foi este o foco da abordagem jornalística chamada erroneamente de “sensacionalista” pela leitora (leia a matéria completa em http://www.comerciodafranca.com.br/materia. php?id=25169).
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