O AM de volta


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Sou cria do rádio AM, o primeiro dos rádios, aquele de antes da chamada Freqüencia Modulada, a FM, que durante muitos anos representou novidade – música à vontade, e pouca fala dos comunicadores – e arrastou muitos dos que tinham no AM sua melhor companhia. Assumi a direção da Difusora há anos. Acompanhei despencar a audiência do AM e o crescimento do FM. E, por extensão, acompanhei o distanciamento do ouvinte da notícia em tempo real, já que o FM não dedicava tempo às funções mais importantes do rádio como veículo de orientação pública, educação e fonte de informação. Em 2005, observei o que entendi ser o início da revigoração do rádio AM francano. Vi, com extrema satisfação, em pesquisa do IBOPE, serem compensados os esforços que vínhamos dedicando à revalorização do AM perante os ouvintes. Pela primeira vez, demonstrava-se empate técnico entre o número de ouvintes de FM e AM, com a Difusora figurando na frente em praticamente todos os horários. Para isso também contribuiu a credibilidade conferida à emissora por seu novo mantenedor: o jornal Comércio da Franca. A notícia da compra da rádio pelo jornal tinha “explodido” ao início do ano, como a uma bomba. As pessoas estavam ávidas por saber o que aconteceria com a Difusora. Sabíamos o que deveríamos devolver à comunidade: priorizar a informação transparente e dar voz a nosso público, coisas que o Comércio já fazia há mais de 90 anos. E foi o que fizemos. Outras pesquisas, ano passado, consolidaram ainda mais os números: a Difusora é o meio de comunicação radiofônica AM hegemônico do nordeste do Estado de São Paulo e boa parte do sudoeste de Minas Gerais – são mais de 30 mil ouvintes por minuto em praticamente todos os horários. Hoje, nossos radialistas e jornalistas convivem numa concorrência respeitosa e estimulante. Diariamente faz-se um ranqueamento que mostra quantas matérias tiveram o esforço e a competência de radialistas, quantas foram produzidos por jornalistas e, principalmente – e este ranking é o que mais cresce – quanto material foi criado a quatro braços, ágil como a fala radiofônica, profundo como o texto jornalístico impresso. A audiência responde e cresce. Mantenho ainda meu programa das tardes – o Rádio Cidade – e sou um feliz profissional que a audiência transforma em líder porque encontra divertimento, emoção, chances de interação comunitária e respostas para dúvidas mas, essencialmente, ouve notícias. O espaço que eu, Valdes Rodrigues, Romero, Fernando Calixto, Danilo Espuma e outros apresentadores de variedades da Difusora dedicamos à notícia é cada vez maior. Escutar os anseios da população regional é devolver informação de qualidade. É isso. Respiramos, aqui no Grupo Corrêa Neves de Comunicação 24 horas de informação por dia. O rádio continua firme e forte, ao contrário do que diziam os inventores da televisão ou os amantes da Internet. Aproveito e convido os leitores a acompanharem o rádio de informação que fazemos. Pode escolher entre o Balacobaco, Jornal da Manhã, Hora do Cacete, Fale sem Medo, Difusora Notícias, Jornal da Noite. Afora os noticiosos tradicionais, pode ouvir a programação inteira da Difusora. Mais de 60 profissionais de rádio e jornal transformam cada minuto no ar em compromisso com a população regional. Este é o caminho que escolhemos e do qual não abrimos mão. A Difusora hoje, mais do que nunca, é a rádio do povo. EVERTON PIRES DE LIMA é radialista e diretor de rádio do Grupo Corrêa Neves de Comunicação.

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