Vendas de equipamentos de segurança sobem até 30%


| Tempo de leitura: 3 min
Cerca elétrica é uma das opções mais baratas e práticas para equipar a residência contra furtos e roubos: lojas especializadas comemoram boas vendas no início do ano
Cerca elétrica é uma das opções mais baratas e práticas para equipar a residência contra furtos e roubos: lojas especializadas comemoram boas vendas no início do ano
Com a chegada das férias, muitas pessoas aproveitam a oportunidade para a tão esperada viagem com a família ou amigos. Mas, antes de pegar a estrada, muitos francanos preocupados com o imóvel que ficará fechado (e sozinho) por alguns dias instalam equipamentos de segurança para proteger as suas casas contra furtos. E quem comemora com isso são as empresas especializadas, que chegam a registrar um aumento de até 30% nas vendas de alarmes, porteiros eletrônicos, cercas elétricas e vigilância 24 horas nos meses de janeiro e fevereiro. A Scala Serviços Eletrônicos, por exemplo, comemora a boa fase de vendas. “Muita gente viaja e nos contrata para garantir a segurança de suas casas enquanto estão fora. Essa é a melhor época para a empresa”, disse o responsável Luís Henrique da Silveira. A variedade de produtos de segurança é extensa e a faixa de preços também. Na Eletro Pires, o faturamento da loja quadruplicou desde quando a empresa passou a investir num leque maior de produtos de segurança. “Em 2006, tínhamos um faturamento médio de cerca de R$ 40 mil por mês. No ano passado foram cerca de R$ 160 mil por mês em vendas desses produtos”, disse o responsável pelo setor de segurança da loja, Juliano Coelho Gelo. OPÇÕES Para inibir a ação dos bandidos existe uma infinidade de equipamentos eletrônicos que vão desde o alarme e a cerca elétrica, até o monitoramento da casa por câmeras que pode ser acompanhado, inclusive, pela internet. Outra opção em equipamentos de segurança é o aspiral cortante. Instalado, o equipamento custa R$ 28 o metro com 30 centímetros de altura. O orçamento na segurança de uma casa de 250 metros quadrados, por exemplo, pode chegar a R$ 4,5 mil. “O pacote inclui três sensores infravermelhos, alarme central, cerca elétrica, monitoramento por câmeras e qualquer assistência que o cliente necessitar 24 horas”, disse o proprietário da Infratel, Jarbas Guimarães. Mas a maioria dos francanos opta apenas pelos alarmes e a cerca elétrica. “O investimento gira em torno de R$ 1 mil”, disse. A bancária aposentada SFO, 50, sabe bem o que é viajar e ter a casa toda revirada. Há três anos, ela saiu com a família em uma viagem de quatro dias para um rancho, em Estreito. Quando retornou a Franca, se deparou com a surpresa. “Minha casa estava uma bagunça. Roubaram de tudo, desde DVD, TV, computador, a roupas, jóias e talões de cheques”. Depois do susto, ela equipou a casa com alarme, cerca elétrica e fez seguro contra roubos. “Apesar disso tudo, ainda fico com receio de deixar a casa sozinha quando vamos viajar”. O custo em segurança para empresas é maior. Com o monitoramento pelo sistema CFTV, por exemplo, em que o proprietário acompanha de qualquer lugar do mundo pela rede mundial de computadores o que ocorre em sua empresa, o investimento pode chegar a R$ 7 mil em uma indústria de médio porte. Toda essa “parafernália” é capaz de inibir roubos. “Dificulta bastante a ação. Mas sabemos que enquanto estamos elaborando equipamentos para conter os roubos, os bandidos estão pensando em formas de driblar a segurança”, concluiu Juliano. Colaborou Fernanda Bufoni

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários