Pessoas que precisam de remédios de alto custo têm enfrentado até 9 horas na fila da DRS-8 (Departamento Regional de Saúde) da região de Franca. A aposentada Kelma Ione Borges Costa, 74 anos, tem mal de Parkinson. Para garantir os medicamentos necessários para evitar o agravamento dos tremores causados pela doença degenerativa, ela enfrentou uma fila de espera das 11 até às 19 horas. Além disso, dois dos quatro remédios necessários para seu tratamento estão em falta na farmácia do órgão. Ela não é a única.
José Martins de Oliveira, 66 anos, Nilva Dora Rangel Baldo, 51, José Pimenta, 69, e Ademar Laurindo da Silva também enfrentaram fila. O grupo chegou por volta das 9 horas e às 16 horas, momento em que a reportagem esteve no local, não havia sido atendido. Segundo as atendentes da farmácia, mais de 600 pessoas passam pelo local todos os dias.
O motivo de tanta demora, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, é o recadastramento dos 9 mil usuários do serviço. “O DRS-8 de Franca está sendo informatizado e todos os documentos de cada um dos usuários do sistema devem ser conferidos e os dados lançados no sistema”, explicou a assessoria por telefone.
A julgar pela média de 600 pessoas atendidas diariamente nestes últimos dias na farmácia popular, a assessoria acredita que as filas devem continuar por 20 dias úteis. Sobre a falta de medicamentos, a assessoria informou que houve problema de cumprimento de prazo por parte dos laboratórios, mas que seriam resolvidos em duas semanas.
Durante a tarde de ontem, o vereador Gilson Pelizaro (PT) esteve no local e afirmou que pretende fazer uma denúncia ao Ministério Público para retirar o atendimento de entrega de medicamentos de alto custo do antigo prédio da Fepasa, local onde, segundo ele, não oferece condições para tal atendimento.
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