Tereza Ricci: ‘Não sei como consegui dobrá-los’


| Tempo de leitura: 1 min
Thereza Ricci trabalha como advogada criminalista há 23 anos. Aprendeu como lidar com bandidos. Os anos de experiência ensinaram que é preciso manter a calma e saber conversar. Foi o que ela fez ontem. Comércio - Como foi a ação dos bandidos? Thereza Ricci - Estava em meu escritório. Um cliente havia acabado de chegar e a porta estava aberta. Logo também entraram os dois assaltantes. Na hora, nem percebi que era roubo. Pensei que fossem outros clientes. Me levantei e pedi para que esperassem na salinha ao lado. Foi quando apontaram a arma e anunciaram o assalto. Comércio - Ficou assustada? Thereza Ricci - Nem um pouco. Foi uma sorte grande, uma proteção divina. Mantive o controle e pedi que ficassem tranqüilos. Falei que era advogada e que os conhecia. Disse que era trabalhadora e que não tinha cofre, mas que podiam entrar e levar o que quisessem. Mostrei algumas jóias de ouro vindas da Grécia e da Turquia e falei que poderiam vender e fazer um bom dinheiro. Eu disse: levem o que têm direito e me deixe em paz. Comércio - Foi ameaçada ou agredida? Thereza Ricci - Não. Como eu estava ajudando, o assaltante disse que não faria mal comigo e guardou a arma no bolso. Só faltei fazer um cafezinho para eles. Quando vi um policial do lado de fora, falei para eles: fujam pelos fundos, senão vocês vão ser presos (risos). Não poderia ter deixado de fazer isto. Se percebessem que a polícia estava chegando, eles poderiam nos fazer de refém e até ter nos matado, né? A PM foi atrás e conseguiu prendê-los sem que ninguém se ferisse. Não sei como consegui dobrá-los desta forma.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários