72 pessoas procuraram o Procon por dia em 2007


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O Procon (Fundação de Proteção e Defesa ao Consumidor) de Franca bateu recorde de atendimento em 2007. Os números surpreendem e o total de pessoas que procuraram o órgão é quase o dobro do registrado em 2004, primeiro ano de digitalização do Procon. O órgão atendeu, em média, 72 pessoas por dia. Das 72 visitas, pelo menos 11 viraram CIP (Carta de Informação Preliminar) enviadas às empresas para que explicassem o que havia ocorrido. Ainda de acordo com a média diária, 3,3 cartas de informações viraram REC (Reclamação Fundamentada), com audiências entre as partes e o Procon. As empresas que tiveram o maior número de reclamações foram: Magazine Luiza (156), CTBC (150) e CPFL (97). Entre os produtos mais reclamados estão telefones celulares e os serviços financeiros. Ao todo, foram 26198 atendimentos realizados pelo Procon, sendo que 16% deles, ou 4193, se tornaram Carta de Informações e 4,62% viraram reclamações fundamentadas. O número é 45% maior do que o registrado em 2006, quando 17974 pessoas foram até a instituição. O coordenador do Procon de Franca, José Antônio Guimarães ressalta que a diferença entre o número de cartas de informação e de reclamações fundamentas se deve ao fato de que a maioria dos problemas é resolvida sem mesmo a necessidade de uma audiência. “Uns 70% são resolvidos com as cartas. Nestes casos, o consumidor leva a carta até a empresa, que tem um prazo para responder ou resolver o problema”. Os números, diz José Antônio, mostram que o consumidor está mais atento e as empresas mais relapsas. “As empresas, muitas vezes, não conhecem a fundo o Código de Defesa do Consumidor. Isso tem deixado muito a desejar às empresas em Franca. Além disso, desde que nós começamos aqui no Procon a gente tem popularizado o órgão. A vinda do Procon para o centro da cidade contribuiu muito para isso e a conscientização também. Quanto mais as pessoas procuram, mais resultados têm e, com isso, mais gente vem nos procurar”. Um dos francanos que aderiram aos serviços Procon é o comerciante Célio Roberto Ribeiro, 29. Célio, que é dono de uma lan-house. Ele levou uma peça da impressora que utiliza para trabalhar para o conserto. Dois meses depois, a peça ainda não foi devolvida nem trocada. A justificativa é de que faltam equipamentos e, segundo Célio, os técnicos sempre o enrolam na hora de dar explicações. Após conversar com os atendentes Procon ontem, foi feita a carta de informação, que renovou as esperanças do comerciante. “Agora a carta vai para a empresa e vamos esperar para ver o resultado”.

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