Homens de preto


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Estar atento a tudo, posar de sério, até mesmo nas baladas, se enfiar na multidão para separar brigas, flagrar penetras, engraçadinhos e até bandidos barra-pesada. Essas são apenas algumas das missões dos seguranças. Homens que trabalham para proteger pessoas e patrimônios e manter a ordem nos estabelecimentos e eventos. O trabalho é perigoso, mas quem está no ramo garante que vale a pena tanta adrenalina. É o caso do segurança, ou vigilante patrimonial, Rodrigo Augusto de Oliveira, 32. Ele está na profissão há doze anos e não pensa em mudar de vida. “Gosto muito do que faço e não tenho medo de correr riscos”. Atualmente trabalha, terceirizado por uma empresa de segurança, em um banco. Lá, sua função é observar o movimento dos clientes para que nada saia do controle. “A gente faz segurança preventiva para não acontecer nada e fica de olho para nenhum cliente se machucar. Em situações graves, o que podemos fazer é tentar imobilizar a pessoa até recebermos apoio da polícia”. Pode não parecer, mas a rotina dos seguranças é puxada. Geralmente os que têm emprego fixo trabalham por 12 horas seguidas (normalmente no período noturno) e folgam 36. Nesse caso, o piso salarial é de R$ 790, com direito a registro em carteira e o recebimento de todos os benefícios trabalhistas como fundo de garantia, seguro-desemprego, férias e 13º salário. Fora cesta básica, vale-transporte e ticket refeição oferecidos por algumas empresas. E se você já está empregado mas não dispensa uma graninha extra, fazer bico de segurança pode ser uma alternativa. O estudante José Carlos da Silva, 22, entrou nessa. Há mais de um ano, ele é membro de um grupo de apoio responsável pela segurança em festas, shows, jogos e outras baladas. Por noite, ele recebe cerca de R$ 30. “São mais ou menos oito horas de serviço e a gente recebe no mesmo dia”. Ao contrário de Rodrigo, Kaká (apelido de José) não gosta muito da profissão e justamente por isso resolveu não se dedicar totalmente a ela. “Nem tudo que fazemos é visto com bons olhos. As pessoas não entendem o nosso lado”. Mas trabalhar de farda ou paletó e gravata tem lá as suas vantagens. “O lado positivo é quando encontro pessoas que reconhecem o meu trabalho, que me consideram um profissional e não uma pessoa que está pronta para fazer o mal”. Mas ser segurança não é profissão só para os machões. As mulheres também podem se aventurar nessa atividade. A principal exigência do mercado é que o profissional tenha o diploma do curso básico de vigilantes. Esse curso não é oferecido em Franca mas pode ser feito em Ribeirão Preto, Bauru, Campinas, São Paulo entre outras cidades.

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