O telefone celular do ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Franca, Marco Aurélio Gilberti Filho, é uma das apostas da Polícia Civil para tentar esclarecer os motivos que teriam levado o advogado a supostamente forjar uma tentativa de assalto na última quinta-feira, quando, segundo sua versão, levava uma pasta com R$ 73,7 mil para depositar em um banco do Centro. Tanto o aparelho dele, quanto o do irmão, Gilberto Aurélio Barbosa Gilberti, foram apreendidos e serão periciados. A equipe de investigação também deverá pedir a quebra do sigilo bancário do ex-presidente da OAB e dos demais envolvidos na ocorrência.
A intenção da polícia é checar as últimas ligações efetuadas e as mensagens trocadas entre Marco Aurélio, Gilberto e o marceneiro Mauro de Almeida Moreti, 37, que pilotava a moto durante o pretenso assalto. “Vamos cruzar os dados para verificar se houve um contato entre eles muito próximo do horário dos fatos. Com base nas informações apuradas, poderemos fazer descobertas interessantes”, comentou o delegado seccional, Maury de Camargo Segui.
Na opinião do chefe da Polícia Civil, os agentes do 4º DP, responsáveis pela apuração do caso, devem pedir a quebra do sigilo bancário dos três. “Esta linha de investigação é importante para estudarmos a movimentação financeira e eventual ligação entre as contas”. A polícia apura a informação de que a maior parte dos R$ 73,7 mil não seria de Marco Aurélio e que o dinheiro seria usado para pagar um plano de previdência privada feito em nome do advogado e dos sócios. As partes só começam a ser ouvidas na próxima semana.
O irmão do advogado permanece recolhido no presídio especial da Polícia Civil em São Paulo. O marceneiro está na cadeia de Igarapava. Ele é irmão de um policial rodoviário e, segundo a polícia, poderia correr riscos em Franca. Os advogados de Marco Aurélio informaram apenas que estão cuidando da estratégia de defesa e que o cliente apenas deu uma passada rápida pelo escritório ontem.
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