Sapateira é detida com seis batatas recheadas de maconha


| Tempo de leitura: 2 min
A criatividade para tentar burlar a fiscalização e entrar com drogas na cadeia do Jardim Guanabara parece não ter limites. A cada dia, uma nova “engenhoca” é inventada. Nem sempre dá certo, é verdade. Que o diga uma sapateira de 37 anos. Na tarde de sábado, ela foi levar alimentos para o marido. Aproveitou a oportunidade e colocou maconha no interior de algumas batatas cruas. Surpreendida, a espertinha também foi parar atrás das grades. Sábado na cadeia é o tradicional dia de entrega do chamado “Jumbo”, sacola levada por familiares aos presos com alimentos, doces e produtos de limpeza e de higiene pessoal. Antes de ser liberadas para entrar nas celas, as encomendas são devidamente identificadas e revistadas pelos carcereiros. Foi o que aconteceu com a sacola da sapateira FS, 37, moradora da Vila Gosuen. Entre outros alimentos, ela pretendia entregar um quilo de batatas para o maridão. Ao checarem os alimentos, os policiais notaram que seis unidades estavam diferentes das demais. “Fizeram uma análise mais detalhada e notaram que o interior havia sido raspado e retirado. Rechearam a parte oca com diversas porções de maconha”, contou o delegado Adolfo Domingos da Silva. A batata havia sido partida ao meio para possibilitar o recheio e grudada novamente com a ajuda de palitos de dentes. Embora eles tenham sido colocados de maneira que não aparecessem, o serviço não foi muito bem feito e despertou a atenção dos carcereiros. Plano descoberto, a sapateira contou uma história nada convincente para a polícia. Disse que uma desconhecida havia deixado as batatas na casa dela e que não sabia da existência do recheio. “A versão é totalmente sem fundamento. Como uma estranha deixaria alimentos na casa dela para ser entregue ao marido? Ela não soube explicar qual a relação da suposta pessoa com o preso. Com certeza, a droga seria vendida dentro da cadeia. Por isto, demos voz de prisão em flagrante à mulher”. A sapateira, que já havia sido presa acusada de aplicar golpes, voltou para a cadeia, desta vez, por causa de meia dúzia de batatas recheadas. Ela está recolhida no presídio feminino de Batatais. Preso por roubo, o marido ficou sem a maconha e passará a ser tido como de mau comportamento.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários