Nova Câmara começa a sair do papel


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As primeiras movimentações na área em que será construído o novo prédio da Câmara de Franca começaram ontem. Técnicos da empresa MGV Construção e Engenharia, vencedora do processo de licitação, estão realizando levantamentos nas fundações existentes no local. Em 180 dias, conforme o edital, o prédio deverá ser entregue. Segundo informações contidas no site da Câmara, 23 empresas demonstraram interesse pela obra, sendo que apenas dez entregaram os envelopes à comissão montada para analisar as propostas. A vencedora do certame, a MGV, de Jundiaí, apresentou o menor valor, R$ 2,56 milhões. A empresa é a mesma que está construindo o novo campus da Unesp de Franca “Jornalista Corrêa Neves”, no Jardim Petraglia. Ontem, o engenheiro civil responsável pela obra, Edson Lima França, 54, mostrou as plantas dos pavimentos inferior e superior e do plenário. Serão 2553 metros quadrados de área construída, contando apenas a parte estrutural, distribuídos em um terreno de 8800 metros quadrados, próximo à rodoviária. Desse total, o piso superior ficará com 943 metros quadrados, o térreo com 856 e o plenário, com 754. Separado da parte administrativa, o plenário terá 278 assentos, área reservada à imprensa, cadeirantes e sanitários masculino e feminino. O projeto, idealizado pelo arquiteto Ivo Indiano de Oliveira em 1993, mais se aproxima de uma caixa. O prédio será bem simples, sem nenhum requinte. Será construído em sistema pré-montado, o que, na opinião de Oliveira, permite adequações futuras sem a necessidade de quebrar paredes. Projetado para 21 vereadores, o desenho atual não sofreu modificações, mantendo esse número. Os gabinetes dos parlamentares terão 21 metros quadrados. Banheiros individuais, que chegaram a ser pedidos, não serão construídos. Assim, tanto os representantes do Legislativo quanto os funcionários da casa usarão os mesmos sanitários. Nas plantas mostradas à reportagem, há espaço para biblioteca, café, bem como uma área destinada a ampliações futuras. Para França, engenheiro da MGV, o prazo estipulado no edital poderá sofrer aditamento. Segundo ele, as fundações existentes no terreno estão sendo avaliadas para conhecer sua condição estrutural. Elas foram feitas quase 15 anos atrás, quando o mesmo prédio que será erguido agora já era uma pretensão da legislatura da época. Como o projeto não foi adiante, ficaram as fundações. Na Câmara, ninguém foi encontrado para falar sobre o projeto do novo prédio e dar detalhes sobre a estrutura do atual. Tanto o presidente Joaquim Pereira Ribeiro quanto os funcionários com cargo de chefia no Legislativo não foram localizados pela reportagem durante toda a tarde de ontem.

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