Com nova lei em vigor, capacetes desaparecem das lojas de Franca


| Tempo de leitura: 3 min
Atentos à nova legislação, que exige capacete com selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), adesivos com faixas reflexivas e viseiras, motoqueiros de Franca e região lotaram as lojas na última semana para regularizar seu equipamento. Resultado: quem deixou para a última hora não está encontrando os itens de segurança a preço acessível e corre o risco de ser multado em até R$ 191,54 e perder a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Das seis lojas de acessórios de motos consultadas pelo Comércio na tarde de ontem, a maioria estava com os estoques vazios ou previstos para acabar até amanhã. Havia apenas capacetes abertos e com preços superiores a R$ 300, valor considerado alto para a maioria dos consumidores. Para complicar ainda mais a situação, algumas distribuidoras estão sem data prevista para fazer as entregas. Vanda Lúcia Alves, uma das proprietárias da Afonso Motos, por exemplo, deverá receber novas peças apenas em março. “Vendemos muito na semana passada. Cerca de 50 unidades por dia. As prateleiras e o balcão estão vazios. Há apenas capacetes mais caros, de R$ 400, mas ninguém compra”, lamenta. Quem também já prevê falta de lucro pela escassez do produto é o gerente da loja Ki-Moto, Alex de Melo Carrijo. Ainda havia, até o meio-dia de ontem, cerca de 100 peças. “Mas se a movimentação continuar igual à da semana passada, até amanhã não terá mais nada. Algumas cores já estão em falta”. Novos modelos, tamanhos e preços têm previsão para chegar só daqui a 30 dias. Em situação mais confortável está a loja Luana Motos. “Fizemos pedido de capacetes antecipado. Eles devem chegar até o fim de semana”, disse o vendedor Jecélio Pinto. Na Hido Motos o estoque também está garantido. “Ainda temos uns 80 e, no dia 15, devem chegar mais unidades”, disse o proprietário, Hidomeneu Passos Filho. O preço de um capacete dentro das normas do Conselho Nacional de Trânsito varia de R$ 38 a mais de R$ 400. Nele, é obrigatório ter afixado o selo holográfico com a logomarca do Inmetro na parte traseira ou na etiqueta interna do capacete e adesivos refletivos de segurança atrás e nas laterais. Será multado também quem estiver com a cinta, que fica debaixo do maxilar, aberta e se a viseira não estiver abaixada. A lei, que entrou em vigor no dia 1º, vale para motocicleta, motoneta, ciclomotor, triciclos e quadriciclos. SEM TOLERÂNCIA Cumprindo a nova legislação, a Polícia Militar já começou a multar os motoqueiros que não regularizaram os equipamentos de segurança. O soldado Veronezi, da PM, não soube dizer quantas pessoas já foram abordadas e multadas, mas reforçou para que todos regularizem a situação. “Em alguns casos, a PM somente orienta, mas já houve retenção de veículo”. Questionado sobre o grande número de pessoas que não conseguiram cumprir as regras por não encontrar capacetes na cidade, Veronezi respondeu que isso não é problema da PM. “É lei. Infelizmente não podemos fazer nada”. O chefe da Divisão Municipal de Trânsito, Sérgio Buranelli, foi procurado duas vezes pela reportagem na tarde de ontem para comentar sobre a nova lei, mas não foi encontrado em seu gabinete e não retornou aos telefonemas até o fechamento desta edição. De acordo com dados da Ciretran (Circunscrição Regional do Trânsito), as motocicletas foram responsáveis por 1,2 mil acidentes e 31 mortes em Franca nos dez primeiros meses do ano passado.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários