Investigação entra em semana decisiva


| Tempo de leitura: 2 min
Marcelo Mambrini (PMN) tem prazo para se defender: processo pode acabar em cassação
Marcelo Mambrini (PMN) tem prazo para se defender: processo pode acabar em cassação
O Caso Mambrini entra, a partir de segunda-feira, em uma semana decisiva. No próximo dia 14, expira o prazo estipulado para que o vereador Marcelo Mambrini (PMN) encontre elementos que justifiquem o vídeo onde ele é flagrado recebendo R$ 650 de sua ex-assessora, Lara Cristina Rodrigues e os apresente ao Conselho de Ética da Câmara Municipal, que o investiga por quebra de decoro parlamentar. De acordo com a acusação de Lara, o ato era a divisão de seu salário com Mambrini, prática que, pelo seu depoimento no Ministério Público, custava-lhe, no total, R$ 800 mensais e que se arrastou por mais de um ano. No período, teria destinado mais de R$ 10 mil ao parlamentar. Lara foi demitida em agosto último. Ainda em suas declarações, disse que a divisão de seu ordenado era condição imposta pelo vereador para que ela continuasse no cargo de assessora. Mambrini, que não atende a imprensa desde a última quinta-feira, tem dito aos demais vereadores que no momento da filmagem, feita por Lara com uma câmera escondida, ele recebia uma dívida de Lara para com ele. “É complicado, porque o vídeo comprova o que ela denuncia. Pelo que sei, ele não tem comprovante algum de empréstimos à moça. Se tivesse, teria mostrado no MP”, disse um vereador do bloco governista da Câmara, que pediu anonimato. O Conselho terá até o dia primeiro de fevereiro para avaliar a denúncia de Lara e do MP e as ponderações de Mambrini e decidir que rumo dar ao caso. Os três membros da comissão, Valter Gomes (PSB), Gilson Pelizaro (PT) e Donizete da Farmácia (PMN) preferem não dar publicidade a suas opiniões, mas em conversas reservadas com outros vereadores já admitem que dificilmente a cassação não será indicada à Mesa Diretora. Se isso acontecer, Mambrini terá de se afastar do cargo e aguardar a decisão de uma Comissão Processante, escolhida por sorteio, que poderá colocar em votação a cassação. A única saída para o vereador, nesse caso, seria renunciar ao seu mandato para não perder os direitos políticos e tentar uma nova eleição à Câmara em outubro. NA POLÍCIA Paralelamente às apurações da Câmara e independente do resultado que advir delas, Mambrini está com problemas em outras frentes. O promotor de Justiça Paulo Borges requisitou inquérito policial para apurar possível crime de concussão (exigir para si ou outros vantagem indevida) por parte do parlamentar. As investigações estão em andamento na Delegacia Seccional e, se condenado posteriormente na Justiça Criminal, Mambrini, que é policial militar aposentado, poderá pegar de dois a oito anos de reclusão. Além disso, Paulo Borges entrará com ação civil pública contra Mambrini por improbidade administrativa tão logo termine o recesso do Fórum. “A gravação comprova o que a ex-assessora afirmou em suas declarações”, disse o promotor.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários