No que depender das autoridades, pouco ou quase nada poderá ser feito para resolver o problema ocasionado com a presença de mendigos na Estação. Adair Carvalho, administrador do Abrigo Provisório, disse que conhece a maioria dos “moradores” do prédio da Estação. Os mendigos fazem parte de um grupo de 25 moradores de rua que são usuários do Abrigo. “São conhecidos. Eles passam por aqui, ficam três dias para se alimentarem, tomarem banho e dormirem, mas depois voltam para as ruas porque são alcoólatras e as regras do Abrigo não permitem o consumo de bebidas alcoólicas”.
Quando aceitam, o Abrigo faz encaminhamentos dos moradores de rua para casas de recuperação de dependentes químicos e oferece cursos. “Quando querem, ajudamos, mas não posso prendê-los aqui”, disse Carvalho.
O Tenente Sérgio Buranelli, chefe da Guarda Municipal, disse que não há o que fazer para coibir a ação dos mendigos. “Não temos o poder de chegar e retirá-los de lá ou obrigá-los a sair. Apenas os encaminhamos, juntamente com a PM, para o Distrito ou Plantão Policial quando cometer infrações”.
A PM também só pode intervir se houver prática de algum crime pelos moradores de rua. “Não podemos chegar e ‘mandá-los correr’. O espaço é público e eles têm o direito de ir e vir”, disse o capitão Marcelo Trevisam, comandante da 5ª Companhia da PM.
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