A Igreja celebra neste domingo a festa da Epifania do Senhor, lembrando a adoração do Menino Jesus pelos Magos. O desejo de Herodes era matar o menino Jesus com medo de que ocupasse o seu trono. O desejo dos Magos se concretiza na fé que possuem na revelação de Deus sobre o Messias-Jesus.
A primeira leitura da missa é do profeta Isaías. Jerusalém está destruída, é uma cidade humilhada, reduzida a uma montanha de ruínas, é como uma viúva, sozinha, abandonada pelos filhos que foram exilados.
Mas no vale escuro, o profeta contempla... a aurora que surge e o primeiro raio do sol que ilumina a cidade. Parece um sonho... O sonho do profeta se realizou quando sobre esta cidade começou a brilhar a luz de Cristo. Desde aquele dia ela se transformou na jovem esposa, para a qual acorrem todas as nações. Quem representa esta cidade? A Igreja. É nela que brilha a luz do Messias.
Estamos vivendo os primeiros dias do Ano-Novo de 2008, é a esperança que brota quando olham o saldo de 2007 e às vezes enxergamos falência, ruína, destruição de si e dos outros, confusão, ciúmes, discórdias, mortes. Quem sabe a vida está semelhante a Jerusalém destruída, decadente?
A esperança brota alicerçada na certeza do amor de Deus que nos ajudou a vencer cada situação, driblando o mal e fazendo reinar o bem. A esperança existe porque temos a fé. Esta é segura somente em Deus e não no nosso semelhante. A esperança é fortalecida pela vivência em comunidade-igreja.
A segunda leitura é de São Paulo aos Efésios onde diz: todos os homens e todas as nações são destinatários da salvação.
O projeto de Deus é para que judeus e pagãos formem uma única nação. Todas as divisões e todos os individualismos devem desaparecer. O homem se sente livre quando acabam as invejas, as discórdias e as guerras. É quando começamos a viver como irmãos, sem suspeitas, sem invejas, sem ódios, sem homicídios.
Todas as vezes que criamos divisões, quando levantamos barreiras, que separam, nos excluímos da lógica de Deus, porque ele quer a união. A harmonia é sinal da presença de Deus e todas as vezes que cultivamos o desamor, produzimos tudo que é contrário ao amor de Deus, pois, geramos a divisão.
O evangelho é um trecho de São Mateus que afirma que Jesus Cristo é a luz verdadeira que ilumina e liberta todas as pessoas. De Belém para o mundo, brilhou a luz da vida, para salvar a todos.
Deus ilumina a humanidade com a pessoa de seu Filho Jesus, que é a “luz do mundo”. As pessoas são atraídas por essa luz, vão até Jesus, o adoram e lhe oferecem presentes: ouro, incenso e mirra.
Jesus não nasceu numa cidade importante como Jerusalém, mas na pequena e humilde Belém. Jesus, ao iluminar as pessoas, abre oportunidade para que encontremos coragem e alegria na procura da salvação. Jesus nos revela o amor solidário, gratuito e verdadeiro. O seu nascimento em meio aos simples significa que Ele não veio para dominar e sim para servir, para reunir e salvar.
Tudo tem como marca principal o coração misericordioso de Deus.
Em nossos dias, como nos tempos de Jesus, diante da estrela, as pessoas assumem posturas diferentes. Há as que, como os magos, se ajoelham, reconhecendo nele a luz do mundo, há outras que permanecem indiferentes e outras, enfim, que tentam apagar esta luz. Que nossa prontidão por meio da fé nos torne acolhedores da luz de Cristo.
CRER EM QUÊ?
Nossa fé católica não é apenas uma doutrina, mas é uma experiência viva da presença do Espírito em nossas comunidades, vivendo em comunhão no amor de Deus Pai, Filho e Espírito Santo. O católico crê em Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
O QUE É IGREJA?
É nossa mãe que nos transmite o dom da fé, nos alimenta com a Eucaristia. Ela é nossa mestra, pois nos ensina a Palavra de Deus e o Caminho de Jesus Cristo. Amamos a Igreja porque ela é um dom de Deus para nós.
COMO ALIMENTAR A FÉ?
Ela é alimentada pela escuta e transmissão da Palavra de Deus por meio da Igreja que com seu Magistério orienta de modo seguro a sua vivência (vivência de fé).
COMO VIVER A FÉ?
A fé não é vivida sozinha, mas como membro da Igreja, que guarda a memória de Jesus, celebra sua presença de Ressuscitado e o anuncia a todos os seres humanos.
PENSAMENTO.
“Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”. (Jo 13).
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