Marco Aurélio: ‘Sou vítima de uma armação’


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Embora tente aparentar tranqüilidade, o advogado Marco Aurélio Gilberti Filho sabe que se meteu em uma grande enrascada. O abatimento é um claro sinal de que sentiu o golpe. Na entrevista concedida ao Comércio por telefone, sábado, voltou a negar que tenha sofrido uma tentativa de assalto e manteve a versão de que era apenas escoltado pelo irmão. Ele se diz vítima do que chamou de uma “grande armação da polícia”. O motivo seria os desdobramentos do processo em que o irmão dele figura como acusado de facilitar a entrada de drogas na cadeia do Jardim Guanabara. O carcereiro Gilberto foi preso por determinação do delegado seccional, em julho passado, com base em acusações de três detentos. Vinha respondendo em liberdade, mas foi afastado de suas funções e teve a arma e a identificação funcional apreendidas. Recentemente, um dos presos voltou atrás e inocentou o policial em novo depoimento. Para Marco Aurélio, Maury de Camargo prendeu injustamente o irmão dele na oportunidade. “No fim de dezembro, mandei um e-mail para o José Serra (PSDB) e fiz uma denúncia contra o seccional na ouvidoria da Polícia Civil. Acho que, agora, estou sofrendo as retaliações”. Perguntado se era sócio de algum advogado, Marco Aurélio alegou trabalhar em “conjunto, em parceria” com Setímio Salerno Miguel e Daniel Arruda. O trio despacha em um escritório na Avenida Ismael Alonso y Alonso. E o dinheiro, de quem era? “Apenas meu”. Teria sido sacado no fim do ano e seria investido em aplicações diversas no Bradesco do Centro. “Todos os anos, faço isto. Tudo é declarado”. O advogado finalizou dizendo não ter visto o irmão com o capuz e muito menos a moto com a placa coberta. Sugeriu que algum policial pudesse ter colocado o papel na placa com fitas adesivas após a suposta tentativa de roubo.

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