Segui diz que versão de Marco Aurélio é uma afronta à inteligência da polícia


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Para o chefe da Polícia Civil de Franca, a versão de que o irmão do advogado Marco Aurélio fazia apenas uma simples escolta de valores é absurda. Confira os principais pontos da entrevista. Comércio da Franca - O que de fato aconteceu? Maury de Camargo - Estou convicto de que houve uma simulação de roubo. Agora, o que está por trás disto, o que eles intencionavam simulando este roubo, é o que precisa ser apurado. Comércio - Quais as hipóteses que teriam motivado esta suposta simulação de roubo? Maury - Nós imaginamos, num primeiro momento, que a finalidade era de vantagem econômica. Se há este tipo de vantagem, alguém está sendo lesado. Então, você, daí, vê que alguém foi golpeado. Comércio - A polícia conhece a origem do dinheiro? Maury de Camargo - O próprio advogado nos forneceu, espontaneamente, um extrato bancário tentando nos convencer de que a importância encontrada em seu poder teria sido extraída, inteiramente, de sua conta. Ocorre que não é fácil interpretar o documento, pois ele apresenta uma série de códigos. Lá não consta um valor de saque, precisamente, igual ao que foi encontrado com ele. Existem vários saques em dias diferentes. Deveremos submeter o extrato uma perícia bancária. Comércio - O advogado será investigado como suspeito? Maury de Camargo - Perfeitamente. Por que ele se prestou a fazer parte de uma simulação de roubo? Se a ocorrência não tivesse se dado da forma como houve, não estaríamos preocupados em investigar isto. É preciso saber porque ele está declarando uma situação diferente da que foi vista. Apuramos aquilo que está obscuro, que não está dentro da mesma linha de verdade. A verdade é uma só: não tem variante. Não é o que está acontecendo nesta ocorrência. Só a versão da PM se manteve a mesma. O funcionário do advogado (que o acompanhava no momento dos fatos) disse ter presenciado o roubo e, depois, na delegacia, alegou que não se lembrava de mais nada. É gente que acha que somos crianças. É até uma afronta à nossa inteligência e à autoridade que exercemos. Não podemos admitir que pessoas, assim, mintam descaradamente para a polícia.

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