Represa se confunde com história da cidade


| Tempo de leitura: 1 min
Nilton Braz, gerente da UHE Jaguara, com mapas de Rifaina: “Cidade deveria agradecer à usina”
Nilton Braz, gerente da UHE Jaguara, com mapas de Rifaina: “Cidade deveria agradecer à usina”
Jaguara chegou a ter 120 empregados nos anos posteriores à sua criação e entrada em funcionamento. Mas havia uma explicação para isso: se hoje, a ligação de Rifaina com centros maiores ainda não é das mais satisfatórias, em 1968 isso era um sonho. De postos de saúde a restaurantes, havia pouco na cidade, muito menos às margens do Rio Grande, que pudesse atender às expectativas dos trabalhadores e suas famílias que estavam, literalmente, isolados no meio do mato. Para isso, a Cemig construiu a vila que pertenceu à empresa até dois anos atrás, com postos de atendimento médico e dentário, colônia de residências e restaurante. Compunham a estrutura oferecida pela empresa para servir de atração para a mão-de-obra, já que, caso contrário, ninguém se animava a ficar no local. A Cemig se desfez da vila, que está nas mãos de particulares, vendida por R$ 6,3 milhões dentro de um processo de enxugamento da estrutura da empresa. Hoje, sai de Rifaina a maior parte da mão-de-obra que coloca a Usina Jaguara em funcionamento. A relação, nem sempre pacífica, com a empresa estreita a aproximação entre prefeitura e Cemig, uma vez que a história recente da cidade se confunde com o reservatório que se formou. Além do turismo, propiciado, entre outras coisas, pela existência de centenas de ranchos, há programas ambientais importantes, que envolvem toda a comunidade. “Se os moradores e a prefeitura souberem explorar a represa e o turismo, eles serão a maior fonte de recursos do município”, ponderou Nilton Braz.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários