Rifaina tem relação de extremos com Jaguara


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Barragem com vertedouro aberto: controle de vazão depende de outras hidrelétricas
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O relatório da Cemig, preparado nos anos anteriores ao enchimento do lago da represa, previa que a cidade de Rifaina experimentaria um progresso sem igual em sua história. Parte desse progresso, bem é verdade, veio na forma da exploração do turismo, que atrai muita gente, endinheirada ou não, para a praia artificial criada sobre a metade submersa da cidade e para as centenas de ranchos construídos às margens da represa. Mas Rifaina teve taxas de crescimento quase nulas nesses últimos anos. O reservatório que se formou tomou mais de 2,5 milhões de hectares de terras e hoje é difícil quantificar a perda que o município teve em áreas agricultáveis e de pastagens. Para o gerente da Jaguara, não houve perda alguma. A cidade, em sua avaliação, ganhou sob todos os aspectos e deveria agradecer por isso. Mensalmente, são R$ 100 mil repassados à Prefeitura de Rifaina, a título de compensação pela energia gerada. Quando as outras duas turbinas entrarem em operação, o valor será aumentado. “Essa quantia será paga ad eternum ao município. Duvido que se tivesse gado ou canavial na região que foi inundada, a administração municipal estivesse recebendo valor semelhante. A cidade deve levantar as mãos para o céu”, disse Nilton Braz. Hoje a prefeitura de Rifaina disputa na Justiça mineira os direitos sobre o pagamento de impostos que a Cemig faz a partir do que é gerado de energia em Jaguara. Pelo entendimento da administração, se a usina está em solo do município, não há motivos para pagar impostos para a cidade de Sacramento, outro lado da disputa. “Para nós não importa a quem vamos pagar. O que ficar determinado será cumprido. Como empresa mineira, gostaríamos, obviamente, de ver Minas sendo beneficiada também”, disse Braz. O prefeito de Rifaina, Hugo Lourenço, não deu entrevistas sobre as disputas com a Cemig.

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