Modernizada, hidrelétrica busca automação completa


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Funcionário observa turbina desligada para manutenção: área de alto risco na Jaguara restrita a poucos empregados
Funcionário observa turbina desligada para manutenção: área de alto risco na Jaguara restrita a poucos empregados
A Usina Hidrelétrica de Jaguara, apesar dos seus quase 40 anos de funcionamento, ainda representa importante ponto de geração e distribuição de energia elétrica na região Sudeste. Dentro da Cemig, é a quarta maior produtora de energia e, de acordo com dados da empresa, representa 8% do total produzido pela central. Pela complicada estrutura que forma o sistema de distribuição da energia que chega até os pontos de consumo no País, não é possível saber para onde segue a produção da usina de Jaguara. Entretanto, diz o gerente Nilton Braz, as principais ligações são com as cidades de Sacramento, Conquista, Pimenta e Araxá, todas do lado mineiro, bem como com outras unidades de produção (usinas Volta Grande e Estreito). Hoje, mesmo com parte de seus equipamentos já obsoletos, Jaguara produz eletricidade suficiente para o consumo de um milhão de pessoas. São quatro megawatts instalados e mais dois em via de entrarem em funcionamento, assim que as duas novas turbinas começarem a funcionar, totalizando as seis para as quais a unidade foi projetada. MODERNIZAÇÃO Para garantir que a UHE Jaguara continue produzindo sem riscos de paralisação, a Cemig vem investindo na modernização dos equipamentos existentes. Na sala de operações, mesmo quem é leigo consegue notar a diferença das mesas de controle, que vão deixando para trás os antigos sistemas eletromecânicos, para, aos poucos, dar lugar à informatização completa. A usina, que trabalha com 30 funcionários, além de 46, em média, que fazem parte da limpeza e segurança, caminha para a completa automação, estágio já alcançado por outras hidrelétricas. Por meio de centrais de operações, é possível que instalações gigantescas, como as de Jaguara, possam ser controladas online, sem nenhum funcionário. A informática, aliás, exerce papel decisivo no cotidiano da usina. É por meio de programas que todos os quesitos relacionados à segurança da barragem, por exemplo, são checados. Aparelhos que analisam a estrutura e enviam os dados para uma central são instalados em diferentes pontos. Por meio dessas análises é possível saber, por exemplo, se a barragem está se movimentando.

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