Um robô feito de lixo


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Ele é bem diferente do robô mais moderno do mundo, o Asimo, criado pela Honda, que é capaz até de correr, mas, é resultado de um interessante “exercício ecológico”. Trata-se do primeiro robô francano feito de sucatas. A máquina foi construída com peças retiradas de automóveis, esteiras de máquinas de calçados, máquinas de xerox, computador e até de brinquedos. O inventor é o gerente de serviços Alexandre Henrique Olivério, 43, que confeccionou o robô por puro hobby. “Sou um apaixonado por robótica”. A idéia de criar uma máquina de sucatas surgiu há dez anos, mas só começou a ser colocada em prática há quatro. Alexandre trabalhava na criação do robô em suas horas de lazer aos finais de semana. “Juntei os meus 20 anos de conhecimentos em mecânica com algumas leituras que faço em sites, livros e revistas especializados no tema e deu certo. O resultado dessa brincadeira está aí”. O robô pesa 40 quilos, mede 70 centímetros de comprimento e 35 centímetros de largura, possui sete motores, 14 tipos de movimentos e funciona a bateria de 12 Watts. Ele é capaz de girar 360 graus, se agachar, agarrar objetos (como uma agulha, caneta, latinha de refrigerante) e até uma criança de 12 quilos. “Ele ainda consegue arrastar qualquer objeto de até 60 quilos. É uma máquina bem forte”, garante Olivério. O custo de confecção da máquina de sucata foi de R$ 500. O preço de um similar gira em torno de R$ 5 mil. Os comandos do robô são dados em um controle remoto que tem uma bateria acoplada. Dentro deste controle, existe um pequeno transmissor de rádio remoto que funciona na freqüência de 47 MHz. Ele “manda” um sinal para uma espécie de “cérebro” da máquina, localizado na parte traseira do robô, que recebe os comandos e orienta todos os movimentos. Alexandre é um defensor dos processos de reciclagem e foi a partir desta defesa que a idéia de criar um robô de sucata surgiu. “Eu queria provar que a reutilização de equipamentos eletrônicos é possível. A reciclagem pode ir muito além da latinha e do plástico. Peças eletrônicas podem e devem ser reaproveitadas. E o robô de sucata comprova isso”. Agora o criador do robô francano quer participar, no segundo semestre do ano, do Guerra dos Robôs, um concurso organizado por universidades e baseado na disputa de resistência entre essas máquinas que vão “brigar” umas com as outras. Vence quem demonstrar mais força e for capaz de “destruir” a outra máquina. “Mas isso faz parte de um outro projeto. Tomara que dê certo, torçam por mim. Ou melhor, para o robô que eu for construir”.

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