Mambrini tem dez dias para apresentar defesa


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O vereador Marcelo Mambrini (PMN) terá, a contar de ontem, dez dias para apresentar sua defesa ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Franca. Ele foi acusado pelo Ministério Público e por sua ex-assessora, Lara Cristina Rodrigues, de ter exigido, por mais de um ano, R$ 800 mensais da funcionária, o que correspondia à metade de seu salário líqüido. No total, teria se apropriado de R$ 10 mil. Lara apresentou ao MP um vídeo que comprovaria a divisão. O ato caracteriza quebra de decoro e pode culminar na cassação do mandato de Mambrini. O conselho, formado por Valter Gomes (PSB), Gilson Pelizaro (PT) e Donizete da Farmácia (PMN), se reuniu ontem para definir o plano de trabalho. Ficou definido, no encontro, o prazo a Mambrini e as formas que ele poderá utilizar para apresentar suas justificativas. “Apresentaremos a documentação do Ministério Público e o vídeo ao vereador. Sua defesa poderá ser feita por escrito ou por meio de depoimento”, disse Donizete. O relatório final do conselho tem de ser entregue até o próximo dia primeiro. Os caminhos são apenas dois: o arquivamento da denúncia ou a indicação de cassação de Mambrini. No segundo caso, o relatório vai para votação e precisa de pelo menos dez votos para ser aprovado. Se for aprovado, Mambrini será automaticamente afastado do cargo e aguardará, longe da Câmara, o desfecho do processo. Na seqüência, será formada, por sorteio, uma Comissão Processante, que terá 90 dias para analisar o caso. Se ratificado, o pedido de cassação passará novamente pela votação dos vereadores. Mais uma vez, serão necessários dez votos. Neste caso, a saída para Mambrini seria renunciar ao mandato antes da votação, o que impediria a perda de seus direitos políticos, conseqüência direta de uma cassação. EM RIBEIRÃO O vereador Gilson Pelizaro esteve, na quinta-feira, em Ribeirão Preto, para analisar o caso da vereadora Joana Leal (PT), que sofreu acusação semelhante à imposta a Mambrini, que partiu também de seus assessores. O fato ocorreu em 2002. De acordo com Pelizaro, a visita não rendeu muito, já que Joana não teve seu mandato cassado. Ela somente renunciou ao cargo comissionado que exercia à época, de secretária da Educação. “No caso da Câmara, o processo não deu em nada, pois não conseguiram provar nada. Então, não somará para nós”, disse.

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