Quem diria que a camisinha, inventada para prevenir as DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e gravidez, passaria a ser um objeto erótico na hora do “vamu vê”. Pois é. Agora no mercado há um verdadeiro leque de opções de camisinhas. Para se ter idéia, em algumas farmácias e lojas especializadas de Franca, existem mais de 35 tipos e os preços variam de R$ 1,70 a R$ 85.
As novidades vão desde camisinhas reutilizáveis feitas em silicone, passando por preservativos texturizados (para as mulheres trazem bolinhas em alto relevo para massagear a vagina; para os homens, possuem microfissuras para estimular o pênis) e chegando até as fluorescentes para quem quer sair da rotina e fazer da noitada quase um filme do Star Wars (Guerra nas Estrelas).
Já se você quer apimentar a relação, invista nos modelos hot. Preservativos com lubrificante “caliente”, que esquenta na hora da penetração. Já aqueles que têm dificuldades em encontrar o tamanho adequado da camisinha, existem os modelos especiais, como os de 1,86 mm de comprimento e 55 mm de largura, que são os maiores disponíveis no mercado. Agora se você quer uma cami-sinha sob medida, a saída é esperar a novidade lançada na Alemanha chegar ao Brasil. Lá, um grupo de pesquisadores do Instituto de Preservativos lançou a camisinha de spray. O homem introduz o pênis em uma latinha e o borrifo de uma substância líqüida se fixa perfeitamente ao tamanho da genitália, formando depois uma película de borracha. Mais ousados, alguns pesquisadores japoneses estão desenvolvendo uma camisinha musical. Eles esperam que um microchip instalado na ponta do preservativo toque a música Love me do na hora do orgasmo. Para o casal Cristina*, 19, e Fabiano*, 23, a canção já é exagero, mas eles revelam que texturas diferentes esquentam qualquer relação. “Nós aprovamos.
Dá um toque especial. Nos divertimos muito”, disse Cristina.
Além de ser uma das mais comuns, as camisinhas texturizadas são as mais baratas. As marcas preferidas são Jontex e a Olla. Na rede Droga Farma, são vendidas por dia cerca de 30 unidades. Segundo a farmacêutica de uma das lojas da rede Vanessa Gomidi, no final do ano e em época de carnaval, as vendas sobem em até 75%. “E a maioria dos consumidores é formada por homens entre 18 e 25 anos”, disse.
Já as vendas dos preservativos femininos não vão tão bem. Vanessa diz que as mulheres reclamam que o objeto é desconfortável e machuca. “Além de ser mais caro, R$ 12,49, com duas unidades, muitas mulheres não sabem que existe. A cada 300 camisinhas que vendemos, uma é feminina”. Assim como a camisinha feminina, a reutilizável também não é comum na cidade. É isso mesmo. Por ser mais resistente, ela pode ser usada várias vezes. E o valor é meio salgado, chega a custar até R$ 85 e não é recomendada pelos médicos. “O ideal é usar uma camisinha descartável”, disse o urologista Otto Barbosa. Em relação aos outros modelos, o especialista dá carta branca. “Fiquem tranqüilos, as camisinhas passam por testes de qualidades antes de serem comercializadas”, disse, e ainda lembra que o látex do produto pode causar alergias. “É raro, mas para evitar problemas basta urinar ou fazer uma limpeza com água após a relação. As mulheres, principalmente, pois o próprio movimento do pênis pode levar para o interior da vagina algumas bactérias”.
SUA ORIGEM
Há indícios em gravuras e desenhos do Antigo Egito de que os homens usavam um envoltório no pênis que, provavelmente, eram feitos de tripas de animais. Por volta de 1870 surgiram os preservativos de borracha e eram bem grossos. Como naquela época o objeto era raro, os homens costumavam lavar e usar novamente.
Em 1939, com a descoberta do processo de vulcanização da borracha, as camisinhas se tornaram mais finas e elásticas.
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