Para os moradores vizinhos da casa de número 3.600 invadida pela família de Cristiane Gomes, a casa era praticamente desabitada. De acordo com Aqneu Martins de Brito, 48 anos, a residência de Kleber Retucci Teixeira era visitada esporadicamente pelo proprietário. “Ele aparecia de vez em quando. Morar mesmo, com família, movimentação diária e tudo não existia”, disse.
Para o presidente da Prohab, Wanderlei Tristão, existe um prazo de 90 dias contados a partir da entrega das chaves do imóvel ao “arrendatário” do PAR (Programa de Arrendamento Residencial) para que ele seja habitado. Quando isso não ocorre, a pessoa perde os direitos sobre o imóvel. No caso das casas do Bonsucesso, a responsabilidade sobre a fiscalização do bairro é da Imobiliária Espaço Nobre.
Consultada, a imobiliária informou que existe um sistema de monitoramento de correspondências expedidas pela empresa que permite a fiscalização dos imóveis. De acordo com este sistema, a imobiliária alega que a residência era habitada.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.