Há mais de três meses, os moradores de um dos quarteirões da Rua Júlio Flausino, na altura do número 969, sofrem com a presença de carrapatos. Segundo a vizinhança, tudo começou com o cachorro de um deles, que estava infestado desses parasitas. O cão morreu, fazendo com que os carrapatos se espalhassem pela vizinhança.
Indignados com a situação, os moradores acionaram a Vigilância Ambiental, que visitou o local, mas não resolveu o problema.
Agora, três semanas depois que o animal morreu, a situação está ainda pior. Longe da pele do cão, os bichos se multiplicaram e já são vistos com facilidade passeando pelas calçadas. “Eles também se escondem nos muros e no quintal. Já matei uns no banheiro, na parede e no véu do berço da minha menina”, disse a dona de casa Tatiane Ferreira, 26.
Na casa da sapateira Elaine Cristina Martins, 30, a ocorrência é ainda mais grave. “Minha sobrinha de quatro anos está com os braços, pernas e barriga cheios de marcas. Os carrapatos sobem nela. A minha amiga também esteve aqui ontem e disse que está toda picada. Foi o tempo que ficou aqui”, disse.
Para se livrar do problema, Elaine entrou em contato com a Vigilância Ambiental, segundo ela há uns 25 dias, mas até agora nada. “Eles falam que vão vir e não vêm nada. Eu já passei veneno, mas não adiantou. Não sei mais o que fazer”.
Ao contrário do que diz Elaine, o chefe de Vigilância em Saúde, Fernando Baldochi, garante que os fiscais estiveram no bairro, pelo menos, três vezes, mas, para tentar resolver de vez a situação, promete fazer um acompanhamento mais próximo do caso. “A gente vai reforçar as orientações e fazer novas visitas com uma freqüência melhor”.
A dona do cachorro acusado de ser o foco da infestação se justificou. Ela disse que também está fazendo a sua parte. “A gente passou vários tipos de veneno no meu cachorro, mas não adiantou. Também não acho que ele tenha sido o único a ter carrapatos por aqui”, disse Cárita dos Santos, 28.
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