Bem-vindo ao rally da morte


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Em 30 anos de competição, 50 mortes. É com esse retrospectivo que começa amanhã, em Lisboa, o mais famoso rally do mundo, o Dakar. A chegada ao Senegal está prevista para o próximo dia 20 e os competidores terão um trajeto de 9 mil quilômetros para vencer em pleno deserto do Saara, na África. Estão inscritos 580 veículos na competição de 50 nacionalidades. A partida da edição de 2008 está marcada para a Praça do Império, em Lisboa. Para o trecho na África, existe muita preocupação por parte de países europeus, que temem atentados. Mali, por exemplo, foi retirada da rota por conta de problemas deste tipo. “Existe muita instabilidade em alguns países africanos. São zonas de risco onde não poderíamos 100% garantir a segurança, não só dos pilotos, mas de todo o staff que está envolvido na prova”, justificou Etienne Lavigne. A edição 2008 contará com dez brasileiros, um a menos do que em 2007. As estréias ficam por conta de Rodolpho Mattheis e Zé Hélio, nas Motos, e João Antonio Franciosi e Sergio Williams, nos Carros. Franciosi, que pilotará a Pajero da Equipe Petrobras, não esconde a ansiedade. “Estou empolgado por mais esta oportunidade. Nossa parceria foi ótima e participar do Dakar será um sonho que se tornará realidade”, afirmou. Já entre os veteranos, Jean Azevedo vai para seu décimo Dakar estreando uma nova moto. Na edição 2007, o brasileiro venceu a penúltima especial, mas terminou o rali na 25ª colocação. Em 1997, conquistou o título na categoria Motos Production e, em 2003, obteve o quinto lugar na geral das Motos. “Cada ano é uma emoção nova. Quando a hora da chegada acontecer, na sexta, é que vamos nos livrar um pouco da adrenalina”, disse. O veterano Klever Kolberg, primeiro brasileiro a competir no Rally Dakar ao lado de André Azevedo, não estará presente na prova deste ano, após 20 participações consecutivas. CAMINHÕES Nos caminhões, apenas uma dupla brasileira: André Azevedo e Maykel Justo, que competem com um veículo tcheco, o Tatra. Ao lado deles, o mecânico Mira Martinec, da República Tcheca, completa o caminhão. André, que estreou no Dakar em 1988, vai para sua 21ª participação no maior rali do mundo. Em 1991, conquistou o título na categoria Motos Maratona, sendo o primeiro não-europeu a vencer uma categoria. Em 1999, estreou nos caminhões e permanece até hoje. Em 2003, o melhor resultado, o vice-campeonato geral da prova.

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