Depois de dez anos de luta, 30 ecologistas de Franca uniram forças e resolveram organizar um abaixo-assinado pedindo a revitalização de uma área verde no Prolongamento do Jardim Ângela Rosa. Localizado entre as Avenidas Eliza Verzola Gosuen e Francisca Ranux, o espaço, que possui vegetação nativa e três nascentes já identificadas, vem sendo alvo de depredação há pelo menos dez anos. Com quatro quarteirões de extensão, o local tem servido como “lixão” para carroceiros e moradores.
“Já fizemos um abaixo-assinado antes e fomos atrás da Prefeitura outras vezes. Eles só tomam medidas emergenciais, mesmo assim não podemos ficar parados”, disse um dos líderes do movimento ecológico, Antônio de Pádua Silva, 55, o Padinha.
Para ele, se fosse preservada de forma adequada, a mata no Ângela Rosa poderia ser um espaço público valioso. “Ela poderia servir como área de lazer ecológico e esportivo para a população, com pista para caminhada, parques, pesqueiro e até um mudário de ervas medicinais ou árvores nativas. Queremos que alguma coisa seja feita, não o abandono”.
O abaixo-assinado até o momento conta com 400 assinaturas, mas a expectativa dos organizadores é conseguir pelo menos outras 1,6 mil. Para isso, o grupo visita casas pedindo a colaboração da população. “Queremos que o poder público entenda que proteger aquele local é um pedido de todos e não apenas nosso”. Depois de finalizado, o documento será encaminhado para a Prefeitura de Franca e para os Governos Federal e do Estado.
Enquanto isso não acontece, os moradores envolvidos no movimento de preservação tentam ajudar na manutenção da área. O comerciante aposentado Tocio Nishikva, 82, faz a sua parte. “Vigio para a turma não jogar lixo aqui, estou ajudando com as assinaturas e já plantei seis árvores. Deixando limpo, a gente pode cobrar das pessoas,né?”.
Procurado pela reportagem desde o dia 27 de dezembro para comentar o assunto, o promotor do Meio Ambiente, Fernando Martins, não foi encontrado. Na Promotoria, informaram que ele estaria de férias. Já em seu celular, ninguém atendeu.
A Prefeitura deve esperar a conclusão do abaixo-assinado para estudar quais soluções podem ser adotadas naquela área. “Já sabemos da existência dessa área e, assim que recebermos o documento, vamos estudar e dar uma resposta à população”, disse o secretário municipal de Serviços e Meio Ambiente, Ismar Tavares.
A Prefeitura possui um programa específico para revitalizar áreas verdes na cidade, mas, segundo o secretário, mas o espaço no Ângela Rosa ainda não é beneficiado por este programa.
SERVIÇOS
Qualquer pessoa pode colaborar com o abaixo-assinado. Para isso, basta entrar em contato com Padinha pelo telefone (16) 3702-3900 ou 8113-0796 ou se dirigir à Rua Francisca Ranux Elias, 2985.
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