Maria (nome substituído a pedido dos pais), de apenas 3 anos, morreu ontem, às 15 horas. A criança estava com leucemia e, com a resistência, baixa adquiriu uma forte pneumonia nos últimos dias. A doença atingiu boa parte dos pulmões da garota e ela não resistiu. A mãe, JP, 20, não teve coragem de comparecer ao velório da filha. Até as 22 horas de ontem ela não havia passado pelo local. O pai estava visivelmente abalado.
Maria foi alvo de três reportagens feitas recentemente pelo jornal Comércio da Franca. Na primeira matéria, publicada no dia 17 de novembro de 2007, os pais pediam ajuda para pagar a coleta de células-tronco da irmã dela, que nasceu em 19 de novembro. A família recebeu doações e as células puderam ser retiradas do cordão umbilical do bebê. O material poderia salvar Maria. Se as irmãs fossem compatíveis, as células da caçula seriam usadas para um transplante de medula. Não houve tempo.
As duas outras reportagens foram veiculadas nos dias 18 e 19 de dezembro. O pai de Maria, o açougueiro PCP, 24, impediu que ela prosseguisse com o tratamento de quimioterapia para combater o câncer. A garota já havia dado entrada na Santa Casa para as sessões quando o pai assinou um termo se responsabilizando pelo não tratamento da menina. Ele alegava que um pastor da Igreja Universal teria rezado pela criança e ela estava curada. Depois da intervenção de médicos, setor de serviço social do Hospital do Câncer de Franca e do Conselho Tutelar, o pai voltou atrás e liberou a filha para tentar combater a doença novamente.
O corpo está sendo velado na sala 3 do Velório São Vicente e o enterro acontecerá hoje, às 10 horas, no Cemitério da Saudade.
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