Correndo para pegar pódio, o fundista Alan Wendell Bonfim preferiu não forçar na São Silvestre e focar as seletivas da Olimpíada de Pequim. Ele seguiu quase os passos do brasileiro favorito a chegar em primeiro, o mineiro Franck Caldeira, que acabou desistindo da prova após perceber que não poderia bater o queniano Robert Cheruiyot (45min57s), campeão este ano.
Alan completou os 15 quilômetros em 50min04s e, como outros corredores, reclamou muito do calor e da baixa umidade do ar. “Estava muito quente e, a partir do quilômetro seis, percebi que não ia conseguir chegar ao pódio, que era um dos meus objetivos. A partir disso, diminui o ritmo”, explicou ele, ontem.
Além da São Silvestre, o fundista pretende participar de maratonas na Alemanha ainda neste primeiro semestre para conseguir ficar entre os três primeiros do ranking da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e ir para Pequim, na China. “São Silvestre tem todo ano, mas a Olimpíada é só de quatro em quatro anos. Tive que fazer uma escolha para não correr o risco de sofrer uma lesão”, lamentou.
Segundo ele, a prova deveria acontecer em outro horário, mas devido à televisão, dificilmente isso aconteceria, mesmo que a alteração ajudasse o desempenho dos brasileiros.
A organização da São Silvestre não havia divulgado até a noite de ontem a tabela de classificação dos competidores. O site apresentava problemas e não foi informado quando haveria regularização. Para Alan, com o tempo feito ele ficará entre o 20º e 30º colocado.
Devido a esse atraso na divulgação das colocações, Adriana Cândido também não ficou sabendo como foi seu desempenho. Ela completou a corrida em 1h05min. A vencedora, a queniana Alice Timbilili, fez o tempo de 53min07s.
Mas quem comemorou muito a participação na São Silvestre foi o carteiro Luís Augusto Faciroli Vergara, que correu pela primeira vez a prova. O que ele queria - cruzar a linha de chegada com menos de uma hora (o tempo dele foi de 1h05min), não foi possível. Mesmo assim, vibrou. “Você não tem como correr no começo, é muita gente. Mas na rua todo mundo torce, na hora que cruzei a linha de chegada foi muita emoção”, contou. (Rodolfo César)
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