Ano termina com mais de 2 mil cães e gatos sacrificados


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Clésio Lima, responsável pela carrocinha, captura pitbull que atacou pedreiro no Jardim Aeroporto em agosto de 2007
Clésio Lima, responsável pela carrocinha, captura pitbull que atacou pedreiro no Jardim Aeroporto em agosto de 2007
Em 2007, 2160 cachorros e gatos foram sacrificados no Canil Municipal de Franca. É como se um animal fosse executado a cada quatro horas. A carrocinha recolhe nas ruas de 150 a 200 bichos por mês. Destes, apenas 10% são resgatados pelos donos ou adotados e escapam da morte. O restante é sacrificado com uma injeção letal, pois a Prefeitura não tem condições de mantê-los. Essas médias, segundo Fernando Baldocchi, chefe da Vigilância Sanitária, se mantêm há, pelo menos, três anos. O secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, que é também veteri-nário, considera os índices altos para uma cidade como Franca. “É muito alto. O ideal era que rodássemos com o sistema de captura e não encontrássemos nenhum animal. Não é que achamos ruim as pessoas terem animais. Muito pelo contrário, oferecemos vacinas para o controle das zoonoses, mas os donos não podem deixar os cachorros soltos. Eles vão sofrer à toa”. Para ele, as pessoas precisam agir com mais responsabilidade quando criam um animal de estimação, terem a chamada “posse-responsável”. “Se as pessoas não deixassem os animais soltos à toa, não haveria as mortes”. O secretário alertou para os riscos dos bichos permanecerem perambulando pelas ruas, pois podem ser atropelados, sofrer agressões ou agredir alguém. “Além de colocar o proprietário em risco, porque na rua pode adquirir alguma doença, seja verminose, sarna, raiva ou leishmaniose e voltar para casa levando a doença”. Segundo Alexandre, Franca não tem mais cachorros de rua e as centenas deles capturadas todos os meses têm donos. “As pessoas adquirem o bicho novinho, ainda filhote, acham uma belezinha, mas quando crescem os dei-xam de lado, soltos à sua própria sorte”. Fernando Baldocchi explicou que a captura de cães e gatos faz parte de um trabalho mais amplo, o de controle da raiva. “Além do recolhimento das ruas, fazemos pesquisas de circulação do vírus rábico, envio de material para análise, acompanhamento de acidentes com mordedura, vacinação contra raiva e a eutanásia. Nosso propósito é evitar que as pessoas contraiam raiva, porque ela não tem cura”. COMO É O Canil Municipal fica instalado no Bairro City Petrópolis. O local tem capacidade para cerca de 300 animais, que ficam em baias. A manutenção dos 200 recolhidos a cada mês custa aos cofres públicos entre R$ 17 e R$ 20 mil. “Gastamos de R$ 5 a R$ 7 mil com ração, de R$ 3 a R$ 4 mil entre água, energia e funcionários, mais R$ 9 mil com captura”, disse o secretário Alexandre Ferreira. A partir do momento que o animal é levado pela carrocinha, fica cinco dias à espera de ser resgatado pelo dono ou adotado por alguém. Se isso não acontecer, acaba morto. Antes, os corpos eram incinerados, mas agora seguem para o aterro municipal. Para recuperar ou adotar o cachorro ou gato, é preciso apresentar documento pessoal e um comprovante de residência. O Canil fica na Rua José Gianesella, 415, no City Petrópolis, e o telefone é (16) 3703-7657.

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