Um atacante que passou um campeonato inteiro sem marcar um gol sequer é uma das apostas da Veterana para o sucesso na série A-3 do Campeonato Paulista. Milton Orlando de Sousa, ou só Milton, o mais novo atacante da Francana, assinou contrato em Belo Horizonte nesta semana e prometeu que deve dar o que falar para a torcida.
Ele, que se apresenta no próximo dia 2, está com 33 anos e a Francana será o 24º clube que ele passará durante a carreira. “Prefiro que me xinguem não por omissão, mas por ter tentado”, disse o jogador, em entrevista ao Comércio ontem, por telefone.
De acordo com a Federação Mineira de Futebol, o atleta não marcou gol durante o Módulo I deste ano, pelo Guarani, de Divinópolis (MG), no primeiro semestre. Ele contesta e afirma ter marcado “dois ou três”. Ele sofreu uma torção no tornozelo esquerdo e ficou em recuperação durante 15 dias. Com isso, dos 11 jogos disputados, ficou fora de três.
No segundo semestre, atuou pelo Venda Nova (MG) em quatro partidas. “Esse ano foi complicado”, classificou o atacante. Para 2008, ano novo e uma promessa de repetir o feito que obteve em 1999, quando defendeu a Ponte Preta e ajudou o clube a subir para a Primeira Divisão do Campeonato Paulista. Acompanhe alguns trechos da entrevista.
Comércio da Franca - Como foi seu contato para defender a Francana?
Milton - Foi através do (técnico) Wantuil (Rodrigues), que me conhece. Ele já foi meu treinador duas vezes no Ipatinga. Felizmente ele lembrou de mim. Estava com algumas propostas da Caldense (MG), do Valeriodoce (MG), mas São Paulo sempre é uma vitrine.
Comércio - Como foi sua campanha neste 2007?
Milton - Esse ano foi complicado porque nosso time não esteve bem (Guarani). Fui um atacante de jogar mais pelos lados e tive participação em seis gols. No Guarani, fiz dois ou três gols. No Venda Nova, fiz quatro gols. Gosto mais de servir do que fazer, não tenho paciência para ficar parado na área, esperando a bolinha.
Comércio - Como espera que seja sua participação na Francana?
Milton - Luto bastante, sou persistente. Eu prefiro que me xinguem não por omissão, mas por ter tentado. Vou ser criticado, mas ninguém vai dizer que eu não coloquei meu pé em dividida. Estou indo com um pensamento de ajudar.
Terei o prazer de voltar e colocar um quadro aqui (na minha casa). Dos times que fui melhor, sempre guardo um quadro, tenho da Ponte, da Caldense. Não promete gols, 10 ou 50, mas vou trabalhar todos os dias.
Comércio - Como está a sua expectativa sobre aturar com o Elivélton?
Milton - Conheço ele de jogar contra. Vi um DVD ontem (anteontem), em uma decisão do Campeonato Mineiro de 1997, Cruzeiro e Vilanova, e ele estava no Cruzeiro. Ganhamos o primeiro jogo por 2 a 1 e perdemos o segundo por 1 a 0 e eles foram campeões por terem feito melhor campanha. O Elivélton tem característica de meia, habilidoso, e eu sou atacante, de correria e força.
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