Presa que fugiu da S. Casa foi recapturada no Natal


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CAMINHO DA FUGA - No dia 21 de julho de 2006, Carina pulou a janela e se apoiou sobre duas marquises de concreto até chegar ao pátio lateral do hospital, usado para a entrada e saída de veículos de serviço
CAMINHO DA FUGA - No dia 21 de julho de 2006, Carina pulou a janela e se apoiou sobre duas marquises de concreto até chegar ao pátio lateral do hospital, usado para a entrada e saída de veículos de serviço
Com a mesma naturalidade que protagonizou uma fuga cinematográfica há um ano e meio, Carina Lourenço Correia Hilde, 25, resolveu esnobar. Mesmo procurada, ela passou diante de uma base da Polícia Militar e só faltou desejar um “Feliz Natal” aos policiais. A ousadia custou caro. Foi recapturada e voltou para a cadeia. Carina é a presidiária que fugiu da Santa Casa durante atendimento médico há um ano e meio. Grávida e algemada, havia se jogado do 2º andar, de uma altura de quatro metros, e conseguido escapar. A fuga aconteceu no dia 21 de julho de 2006. Já estava quase escurecendo. A detenta estava recolhida na cadeia de São José da Bela Vista acusada de associação para o tráfico de drogas. No terceiro mês de uma gravidez ectópica (ocorre fora da cavidade uterina), foi levada à Santa Casa de Franca por um investigador para ser submetida a exame de ultra-som. Foi internada no quarto 625-A às 17h34. Onze minutos depois, já estava nas ruas. Aproveitando-se de um descuido da equipe médica e do policial que a vigiava, ela pulou a janela e se apoiou sobre duas marquises de concreto até chegar ao pátio lateral do hospital, voltado para a Rua Voluntários da Franca e usado para a entrada e saída de veículos de serviço. Depois, foi só esperar o portão ser aberto e sair correndo. Carina só voltou a ser vista pela polícia anteontem. Faltavam alguns minutos para a meia-noite quando cruzou a Avenida Moacir Vieira Coelho, no Jardim Redentor. Pretendia comprar cigarros em um boteco nas proximidades e passou caminhando na mesma calçada onde estava parada a Base Comunitária Móvel da PM com três policiais. “Ela havia cortado e pintado os cabelos de loiro, mas, como a conhecia de ocorrências anteriores, na hora desconfiei que fosse ela. Sabia que era fugitiva. Pedi o apoio dos meus colegas e fui atrás. Fizemos a abordagem e ela admitiu ser a Carina”, contou o soldado Durval, que trabalhou na ocorrência ao lado dos soldados Luciano e A. Marcos. A criminosa ainda argumentou dizendo que já havia pago sua dívida com a Justiça e que sua situação criminal estaria resolvida. Os PMs não quiseram saber de conversa e a apresentaram no Plantão Policial, onde constatou-se que era mesmo procurada. Foi recolhida no presídio feminino de Batatais. “Ela não contou detalhes da fuga. Disse apenas que estava morando com um homem no Rio de Janeiro e que veio a Franca passar o Natal com a mãe. Pretendia ir embora nos próximos dias”, finalizou Durval. Carina afirmou que, por supostos problemas na gestação, teria perdido o filho que esperava na ocasião da fuga. Em apenas cinco anos, ela foi presa em sete ocasiões diferentes, sendo quatro por roubo. Também constam passagens por furto, porte de entorpecente e associação para o tráfico. Não foi a única presidiária a dar trabalho durante o Natal. Um criminoso beneficiado pelo indulto tentou abusar de uma menina de sete anos e teve a liberdade temporária suspensa. Já outro foi assassinado em Igarapava.

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